Mostrar mensagens com a etiqueta perspectiva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta perspectiva. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de março de 2013

Acima da tempestade



"Era como se o seu ponto de vista tivesse passado da perspectiva da formiga à perspectiva da águia, numa questão de segundos.
Porque o céu era oco e o mundo redondo.
Isso fê-lo reavaliar e reclassificar... tudo. A guerra entre os Varden e o Império parecia irrelevante, quando comparada com a verdadeira dimensão do mundo. Pensou também como eram mesquinhas as mágoas e as preocupações que atormentavam as pessoas, quando analisadas de tão alto.
Dirigindo-se a Saphira, disse:
- Se toda a gente visse o que nós vimos, talvez houvesse menos guerras no mundo.
- Não podes esperar que os lobos se transformem em ovelhas.
- Não, mas os lobos também não precisam de ser cruéis para com as ovelhas.
"


sábado, 7 de julho de 2012

Forças Armadas

Porquê tanta gente nas Forças Armadas? Antes que me batam, e para começar, restrinjo a questão um pouco mais: porquê tanto militar atrás de secretárias? A alternativa a reduzir o pessoal seria substituir parte dos militares por civis, já que fazem ambos parte da Função Pública (com esta quase que me mandam já para a fogueira). Não falo de graça, passei lá muito tempo, tenho uma boa ideia do 'gasto'. Sendo justa, as Forças Armadas são apenas parte do problema. Não entendo é como é que para funções sem ser de chefia (que ainda lhes dou essa de borla, a das chefias - mesmo as mais 'baixas' - terem de ser militares), e com competências igualmente adequadas mas vencimentos mais baixos, os funcionários públicos civis não estão em primazia nas áreas administrativas das Forças Armadas (que a bem ver ocupam uma boa fatia das mesmas). E isto é apenas um dos muitos pontos que sempre me fizeram alguma comichão, e que cada vez mais me fazem sentido. Nem falo de gastos supérfluos, que sempre existiram mas que certamente não estarão limitados às Forças Armadas.

O emagrecimento da despesa não pode passar apenas pela redução de pessoal, mas para a coisa ser bem feita é preciso confiar nas pessoas. Cada vez menos confio no brio profissional, no sentido de justiça de quem governa. Não pode ser feito tudo de uma vez, é certo. Não percebo grande coisa de gestão, de política, de economia. Mas sempre que vejo alguém ficar com algum poder na mão, começo a vê-los a puxar a brasa à sua sardinha. Faz parte de ser humano, suponho. Mas continuo a achar que o país merecia um pouco mais de altruísmo e profissionalismo, já que tem de haver tanto sacrifício.

Pronto, já me calei.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cassano

O futebol já fez mais parte da minha vida do que nos dias que correm. Prova disso é eu estar a ouvir o jogo enquanto tento adormecer (que já não falta muito) e cada vez que ouço o nome do Cassano só me lembro disto (link).


Uma das filhas do Cassano (o touro)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Indefinições

No que toca à maneira de ser de alguém, às características mais intrínsecas de uma pessoa, que fazer quando a sensação de 'downhill' não passa, quando não está a funcionar? Tentar mudá-las? Ficar na mesma mas tentar fechar numa caixinha tudo aquilo que está a mais? Calar-se mesmo quando ainda se tem algo para dizer, por mais insignificante que possa ser? Se calhar é melhor. Uma pausa. Um interregno. Mas dos verdadeiros. Com esforço. Privação voluntária para autocontrole. Porque às tantas uma pessoa transforma-se sem querer.

E raciocínios destes servem para tanta coisa... e simultaneamente para NADA :)


(será que algum dia posso ser verdadeiramente Eu, toda Eu, sem qualquer tipo de restrições, medos, vergonhas, críticas, etc, e ser pelo menos compreendida, se não 'aceite' por alguém além de mim própria? Será que alguém, algum dia, pode verdadeiramente chegar a esse ponto? Gostava de poder continuar a pensar que sim)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

It's a bitch to grow up


Calvin:
It's true, Hobbes, ignorance is bliss!

Once you know things, you start seeing problems everywhere
and once you see problems, you feel like you ought to try to fix them
and fixing problems always seems to require personal change
and change means doing things that aren't fun!
I say phooey to that!

But if you're willfully stupid, you don't know any better, so you can keep doing whatever you like!

The secret to happiness is short-term, stupid self-interest!

Hobbes:
We're heading for that cliff!

Calvin:
I don't want to know about it.

(Waaaugghhh!)

Hobbes:
I'm not sure I can stand so much bliss.

Calvin:
Careful! We don't want to learn anything from this.



Think. Believe. Care. Love. Feel.

Live.



(Off to a 'sad' start, but with a self-motivational ending)


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Introspecção... again

Ontem foi um dia... menos bom. Digo menos bom e não mau porque felizmente tenho saúde, tenho um tecto, não me falta comida. Por coisas desse tipo não me sinto no direito de dizer que tive um dia mau, sinto-me agradecida pelo que tenho.

Mas sinto-me mal. E a culpa é minha. Possuo várias características que me tornam mais vulnerável à decepção e, sabendo disso, caio sempre no mesmo erro (bom, não no mesmo, mas numa das suas infinitas variantes): deixo-me levar cedo demais e sem dar conta. Claro que o resultado não é agradável.

Diz-se que "gato escaldado da água fria tem medo". A minha vida, no que toca a relacionamentos, não tem tido bons exemplos. Também não tenho sido muito felizarda nesse campo. Mas continuo a acreditar, e invariavelmente a cair no mesmo erro. Será caso para aparvalhar: o gato pode ter medo, mas continua a ter de beber água.

E às vezes o gato, por beber só quando a sede aperta, engasga-se.

E dói. É sinal de vida, verdade, mas é desagradável, e tudo o que é demais enjoa. Eu cá sou pelo equilíbrio. Um bocado de bom, que sabe bem, um bocadinho de mau, porque não se pode fugir a isso e porque acaba por não se esquecer o valor que o bom tem. E o karma, se existe, estaria a meu favor. Ou então tenho mau karma acumulado de há 3 vidas para cá.

Resta-me analisar quanto deste comportamento é estupidez, inaptidão, azar ou trauma. Porque gostava mesmo de saber, porque tentar mudar com base empírica não tem resultado. Preciso de um bocado de ciência, quanto mais não seja para abordar o problema de outra forma.

Era tudo mais fácil se pudesse desligar essa parte de mim (a afectiva) como se houvesse aqui algures um interruptor. Mas ao mesmo tempo não gostava de deixar de sentir. E isto tudo, isto de pensar demais nas coisas, dá cabo de mim. E o maior problema disto tudo é que não só dá cabo de mim como extravasa para o outro lado, e o outro lado não tem culpa que eu seja maluquinha...

"Então não penses demasiado nas coisas". Não dá... Enquanto não arranjar algo que me consuma, algo em que me consiga concentrar, que me dê gosto, que me faça descansar a parte afectiva da mente, não dá. E se por acaso conseguisse perder um bocado a sensibilidade, depois se/quando vier A oportunidade não a ia aproveitar a 100%, também não quero.

"Então aguenta-te à bronca". E aguento, que remédio. Mas depois há dias como o de ontem. Mas hoje será melhor.

Até à próxima queda, uma pessoa distrai-se. Quem sabe, pode ser que me distraia de tal maneira que quando me deixar levar outra vez não haja queda...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Stop the violence

Não estive lá, mas já estive noutras. É sempre uma questão de perspectiva, e não esqueçamos que tanto de um lado como do outro se tratam de pessoas, algumas mais dadas à violência cega do que outras. No entanto, é sempre lamentável. É lamentável que alguém perca o controlo e abra caminho à violência, especialmente quando há alternativas melhores. Assuntos mais sérios à parte, o humor consegue sempre dar a volta:


quinta-feira, 22 de março de 2012

Do you wanna come over and kill some time?



(>2:17)
What are you holding out for?
What's always in the way?
Why so damn absent-minded?
Why so scared of romance?


This modern love              
                             breaks me

This modern love                     
                      wastes me

domingo, 11 de março de 2012

Não consigo não gostar disto

É um filme de 2010 mas ainda sinto as réplicas. Descobri-o por acaso, numa das minhas 'pesquisas' cinematográficas, e 'comprei-o' assim que pude. Nem sei precisar o que me levou a 'comprar' este filme, até porque não sou pessoa de 'comprar' tudo o que me aparece à frente, sou um bocado selectiva nisso. Talvez tenha sido por entrar o Zach Galifianakis, já que o The Hangover tinha saído no ano anterior e eu tinha gostado bastante.

Falo do It's Kind of a Funny Story (ver o site oficial ou o IMBD). Como o título indica, é uma história com piada, mas não é à toa que o IMBD o cataloga como comédia, drama e romance (a parte do romance é secundária). Muito por alto, é a história do Craig (Keir Gilchrist), um adolescente com ideias suicidas que vai ao hospital procurar ajuda e que acaba internado na ala psiquiátrica dos adultos, porque a dos adolescentes está em obras. Toda a parte interessante do filme se desenrola no hospital, onde conhecemos as histórias dos vários pacientes que por lá andam.



Marcou-me. Quase podia comparar este filme a um perfume. Como nota de cabeça temos a parte da comédia, ligeira, fácil, para a qual o Zach contribui com o seu estilo muito particular. Mas depois, como nota de fundo, há tantos pormenores pesados, dramáticos, nem sempre evidentes, que dão que pensar, que perduram. E também aqui o Zach desempenha um papel fulcral, bem mais complexo e bem interpretado do que à partida eu poderia pensar.
Tomei o Zach como exemplo mas há muitos outros que conferem a este filme características deliciosas. Desde o Muqtada, o colega de quarto do Craig, que nunca saiu do quarto desde que foi internado, ao Solomon, um judeu que tomou LSD a mais e que passa a vida a pedir para falarem mais baixo, enfim, há muito que ver, que rir, que pensar. Para um filme mainstream, achei-o fantástico, e gostei bastante da banda sonora.

Se por acaso alguém ler isto e já tiver visto, ou se vir entretanto, gostava que me desse uma opinião acerca do filme. Aqui fica o trailer:


sexta-feira, 9 de março de 2012

Perspectivas

Quando uma pessoa chega à conclusão que vê a mesma coisa que a outra mas de uma perspectiva bem diferente é tramado... especialmente quando não faz ideia do que a outra vê, ou de como vê a mesma situação.



E pelos vistos hoje em dia perguntar não vale de nada, as pessoas gostam pouco de perguntas... Ou então é porque não interessava mesmo, é isso! Dá-me uma certa pena, mas ao mesmo tempo é libertador.


Muahahahah