sábado, 14 de abril de 2012

F$%#in' Hot

A confirmarem-se as suas propriedades medicinais, não vou ter problemas nos próximos tempos. Abusei no chili, waaaaaay too hot.


Agora vou para a ventania, apanhar um bocadinho de sol. A ver se a Taça da Liga vem para Lisboa mais logo.

Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Matemática simples

Ora é 6ª feira dia 13, supostamente dia de azar. Ah, também é o Dia Internacional do Beijo? Bom, há-de ser dia de mais qualquer coisa mas estes dois agora chegam, afinal vou tratar de matemática simples.

Não sofro de triscaidecafobia (arranjam com cada nome - e com cada fobia), o que faz com que desafie a energia negativa supostamente contida neste dia de consciência tranquila (afinal já estamos quase no fim do dia e não me aconteceu
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Brincadeirinha, está tudo bem. Onde é que eu ia? ah, voltando ao azar e aos beijos:

Representemos o conceito SORTE pela variável X.

Azar passa, então, a -X.

A um beijo, daqueles bem dados, chamo-lhe eu uma sorte. Beijo passa, então, a X.

Hoje supostamente era de haver muuuuuuuuuuito azar e muuuuuuuuuuitos beijos, o que resulta em:



-X + X = 0




Confirmo, mas aqui deste lado a realidade foi mais X = 0  (logo  -X = 0), e até à meia-noite não conto com alterações. No fim do dia o resultado é o mesmo, é como neste exemplo, só muda a viagem:

Uns estarão na linha vermelha, outros na preta (eu), outros algures entre as duas




Disto tudo se conclui que só digo disparates (até porque isto merecia brincar com duas variáveis mas depois já era matemática menos simples). Mas sabe bem :)


Espero que tenham tido um dia cheio de (boa) sorte, e com beijos à mistura. 



Edit: se calhar foquei-me demasiado na lei dos opostos que se anulam, para a próxima vou ver dos opostos que se atraem.

Higiene? Só para alguns...

Há pessoas com fracos hábitos de higiene em todo o lado, I know, I know...

Mas esperava-se que aqueles que trabalham em laboratório, pelo menos pela formação que tiveram (e não foi pouca) sobre o assunto, fossem um bocadinho mais... cuidadosos neste ponto.

Começa logo por andarem por todo o lado com a bata vestida. Ora do que eu me lembro, isso é errado. Para mim a batinha ficava à porta do laboratório. Como se não bastasse, essas pessoas vão de bata ao WC também (são coerentes). Pior um pouco, não foram poucas as vezes que eu assisti ao desembaraço com que algumas dessas pessoas saem do WC sem sequer lavar as mãos! Falamos, neste caso, de senhoras, que não me costumo enganar nas casas-de-banho. E das mais variadas faixas etárias.

Assim se prova que por mais que lhes ensinem na escola ou na faculdade sobre as regras básicas de higiene ou sobre regras de laboratório, se não vêm bem educados de pequenos não há muito a fazer.

Qualquer dia faço a minha versão disto:


 


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Grécia #3 - Ilhas e outros sítios lindos

Para acabar esta mini-série grega, resolvi falar das ilhas e de um ou outro local que eu acho indispensável referir.
A Grécia tem mais de 6000 ilhas e ilhéus, apesar de só 227 serem habitadas. Eu visitei 3, e nenhuma delas se enquadra no estereótipo típico de "ilhas gregas". Essas hei-de eu visitar um dia (pausa para sonhar acordada).

Hydra
  
As três ilhas que visitei, Aegina (Egina ou Αίγινα), Hydra (Hidra ou Ύδρα) e Poros (Πόρος), fazem parte das Ilhas Sarónicas, um dos arquipélagos gregos, localizado no Mar Egeu. São as 3 próximas do Peloponeso, a extensa península grega, portanto basta uma viagem de barco relativamente curta, e é coisa que se pode ver num dia (mas gostava de ter aproveitado melhor).

Aegina

Poros

É engraçado quando reparo na maneira como arrumei as ilhas no meu cérebro. Para mim, Aegina foi a ilha dos pistácios (que eu adoro, cá são caríssimos e lá são óptimos e baratos). Além do turismo, a cultura da pistaceira tinha ali um papel relevante. Achei Poros tão bonita que para mim ficou a ilha dos artistas. Soubesse eu pintar e tinha ali matéria-prima para quadros sem fim. E Hydra... ahhh, Hydra, a ilha dos gatos... e melhor, bem alimentados, bem tratados, não eram gatos por tudo quanto era lado, qual descontrole de natalidade. Assim sim! E bonitos! E em Hydra não havia trânsito automóvel, melhor um pouco.
Hydra

Claro que não se resumia a isto, mas foi o que mais ficou. O turismo típico, restaurantes, boa comida, boa praia. Se há coisa da qual nunca me hei-de esquecer é do tom de azul do Mar Egeu. É um azul profundo, como cá não se vê. Não sei se é por ser um mar em vez de oceano, só sei que é lindo. Água límpida que até parece mentira. Aí sim, faz lembrar a ideia das ilhas gregas paradisíacas.

Para chegar ao Peloponeso, passa-se pelo Istmo de Corinto. Após a construção do Canal de Corinto, o Peloponeso, apesar de ser oficialmente uma peninsula, transformou-se na prática numa enorme ilha. O canal rasga o istmo de um lado ao outro com o propósito de facilitar a navegação às embarcações mais pequenas (tendo como referência os cargueiros internacionais, esses não cabem lá). É que assim poupa-se-lhes darem a volta ao Peloponeso, o combustível está caro e sempre são à volta de 400 km. Pelo que andei a investigar, passam lá cerca de 11 mil embarcações por ano, sobretudo turísticas (portanto parece-me ter sido uma boa ideia).
 
Esta foto não é minha, parece que perdi fotos pelo caminho porque não encontrei as que tirei no canal

Entre Atenas e o Peloponeso, tropeçámos em mais 3 ou 4 mil monumentos e demos com uns locais bem bonitos. A Grécia tem realmente muito de bom para ver, quando a situação económica melhorar (a deles, a nossa e a minha) hei-de lá voltar.

Algures entre Atenas e o Peloponeso, à beira da estrada.
Que bem que se nadou (note-se que aqui a foquinha era a única dentro de água)

Vouliagmeni - bela esplanada onde comi a melhor tosta de queijo com tomate e orégãos que provei até hoje

quarta-feira, 11 de abril de 2012

The Great American Disaster





Quando as finanças estiverem melhores, é o primeiro sítio onde me vou enfiar. Para quem andar por Lisboa e nunca tiver lá ido, aconselho. É muito bom, variado e não é caro. Nos dias de semana costumava estar a rebentar pelas costuras ao almoço, pelo que recomendo um lanche ou um jantar. Ao fim-de-semana, é como nos outros lados.


"O famoso restaurante The Great American Disaster, ícone de várias gerações, voltou com um ambiente rock 'n roll muito inspirado nos sons e na estética dos anos 50. Das 12h às 24h, todos os dias, servimos almoço, lanche, milk-shakes, refrescos, sobremesas fora de horas, jantares, ceias, TUDO!!! Deliciosos e frescos hambúrgueres, chilli, pizzas, bifes e saladas. Com óptimos preços, uma grande selecção musical e uma vista fantástica sobre o Marquês de Pombal."

Confirmo!

Favoritos: Hambúrguer Grrr (com chilli), Hambúrguer Lucy (com molho de pimenta verde), sangria (tão boa), All American Grandma's Apple Pie (para dividir na sobremesa ou para um lanche, com um batido) 

The Great American Disaster no facebook 
(que eu saiba não têm site próprio)




Mesmo no Marquês de Pombal, entre a Avenida da Liberdade e a Rua Braancamp



Introspecção... again

Ontem foi um dia... menos bom. Digo menos bom e não mau porque felizmente tenho saúde, tenho um tecto, não me falta comida. Por coisas desse tipo não me sinto no direito de dizer que tive um dia mau, sinto-me agradecida pelo que tenho.

Mas sinto-me mal. E a culpa é minha. Possuo várias características que me tornam mais vulnerável à decepção e, sabendo disso, caio sempre no mesmo erro (bom, não no mesmo, mas numa das suas infinitas variantes): deixo-me levar cedo demais e sem dar conta. Claro que o resultado não é agradável.

Diz-se que "gato escaldado da água fria tem medo". A minha vida, no que toca a relacionamentos, não tem tido bons exemplos. Também não tenho sido muito felizarda nesse campo. Mas continuo a acreditar, e invariavelmente a cair no mesmo erro. Será caso para aparvalhar: o gato pode ter medo, mas continua a ter de beber água.

E às vezes o gato, por beber só quando a sede aperta, engasga-se.

E dói. É sinal de vida, verdade, mas é desagradável, e tudo o que é demais enjoa. Eu cá sou pelo equilíbrio. Um bocado de bom, que sabe bem, um bocadinho de mau, porque não se pode fugir a isso e porque acaba por não se esquecer o valor que o bom tem. E o karma, se existe, estaria a meu favor. Ou então tenho mau karma acumulado de há 3 vidas para cá.

Resta-me analisar quanto deste comportamento é estupidez, inaptidão, azar ou trauma. Porque gostava mesmo de saber, porque tentar mudar com base empírica não tem resultado. Preciso de um bocado de ciência, quanto mais não seja para abordar o problema de outra forma.

Era tudo mais fácil se pudesse desligar essa parte de mim (a afectiva) como se houvesse aqui algures um interruptor. Mas ao mesmo tempo não gostava de deixar de sentir. E isto tudo, isto de pensar demais nas coisas, dá cabo de mim. E o maior problema disto tudo é que não só dá cabo de mim como extravasa para o outro lado, e o outro lado não tem culpa que eu seja maluquinha...

"Então não penses demasiado nas coisas". Não dá... Enquanto não arranjar algo que me consuma, algo em que me consiga concentrar, que me dê gosto, que me faça descansar a parte afectiva da mente, não dá. E se por acaso conseguisse perder um bocado a sensibilidade, depois se/quando vier A oportunidade não a ia aproveitar a 100%, também não quero.

"Então aguenta-te à bronca". E aguento, que remédio. Mas depois há dias como o de ontem. Mas hoje será melhor.

Até à próxima queda, uma pessoa distrai-se. Quem sabe, pode ser que me distraia de tal maneira que quando me deixar levar outra vez não haja queda...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Não percebo





Quer dizer, percebo. Percebo a ideia. Só não percebo a metodologia.




Gosto de situações claras e bem resolvidas, mas há quem não ajude.







(pronto, já desabafei)


Edit: Fez-se luz. Que burra... que triste...

Good vibes





Parece-me que andamos a precisar delas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conflito interno - o dérbi

Bolas... estou aqui um bocado atrapalhada. Por um lado quero que ganhemos, sem margem para dúvidas, como em todos os restantes jogos. Por outro, não queria que eles perdessem o campeonato (gostos não se discutem), ainda mais por perderem connosco... e agora?

Restam-me os nervos, pronto. Quase a dobrar, ainda por cima.

Mais importante que o resultado em si, só espero que as pessoas se portem de forma civilizada, que o árbitro não faça má figura, que seja um bom espectáculo.

Que se jogue Futebol.

Que cada um defenda as suas cores, sem ofender as cores dos outros.

Que se celebre uma vitória, e não a derrota alheia.

Que quem pagou para estar no estádio dê por bem gasto o seu dinheiro. E que os jogadores façam por merecer o seu salário (sim, tu também, Rui Patrício, que andaste a choramingar por ganhares menos que os outros - bom, se há para uns, devia haver para todos...).


Já agora, que não empatem...


Bom jogo.






                                                                                           Oooops... Forgive me, will you? ;)



22:00 - Ainda não acabou, mas a enxaqueca já se instalou.
22:15 - Ganhámos. Roubaram-lhes um penálti, mas pareceu-me bem ganho, na minha opinião. Agora Ibuprofeno e cama. 
22:50 - não resisti e fui ouvir os comentários. Devia ter ido logo para a cama depois do Jesus, ninguém merece ouvir os comentadores a discutirem lances até à exaustão.

 

Grécia #2 - Αθήνα

Discute-se se Atenas deve o seu nome à Deusa Atena, a deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade (ufa!) ou se é a deusa que deve o nome à cidade.

A Acrópole, vista oposta à cidade
Nunca fui muito de História, nunca tive jeito, mas em Atenas há História a cada dois metros. Se uma pessoa se distrai durante dois segundos, já passou por 2 monumentos e está prestes a dar uma trombada no terceiro.

Parte da Ágora, dedicada a Zeus
Independentemente de não apreciar História por aí além, a cidade consegue conquistar-nos pela sua cultura, pela sua beleza, pela sua confusão, pelas pessoas. Tem sítios lindíssimos e é uma cidade onde se circula facilmente, quer a pé quer de metro.

Tive a sorte de ficar alojada perto do centro, portanto qualquer volta que se desse dava para ficar a conhecer bem aquela zona, não foi coisa de lá ir visitar uma vez e pronto. Passei muitas vezes pela Praça Syntagma, onde se encontra o Parlamento e o Túmulo do Soldado Desconhecido. Assisti ao render da guarda, o que tem sempre alguma piada pelas figuras que se vêem. Na altura nem conseguiria imaginar o estado da Grécia hoje em dia, nem que alguém chegasse ao desespero de se suicidar ali.

Praça Syntagma


Render da Guarda

O grego é uma língua estranhíssima, mas o inglês serve para o que for preciso. A comida é óptima, pelo menos para o meu gosto, e é sobretudo saudável. Ao contrário de outros países que visitei, aqui era difícil escolher mas porque gostava de tudo (o que é sempre um ponto extremamente positivo).

Atenas é uma cidade enorme. Enorme e bastante preenchida. Vista de um ponto alto, é uma imensidão de edifícios que até mete impressão.


A visita à Acrópole foi das poucas situações em que as obras de preparação da cidade para os Jogos Olímpicos de 2004 foram mais visíveis. Acho que não houve fotografia dali que não tivesse apanhado um ou outro andaime. Nem o Templo de Diana escapou.

Templo de Diana
 
Acrópole, pessoas e andaimes

Gostava de lá ir novamente, quando estes tempos mais difíceis tiverem sido ultrapassados.