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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Grécia v.2.0

Quando fiz o scan das fotos do Alabama, encontrei algumas que me tinham faltado da Grécia (sim, eu sei, sou uma pessoa muito organizada eheh).

Escolhi as que gostava de ter partilhado nos devidos posts e, mesmo fora de tempo, cá vão elas:


Túmulo do soldado desconhecido - Praça Syntagma, Atenas

Vouliagmeni

Vouliagmeni




Canal do Corinto
Canal do Corinto


Hydra

Poros
Meteora

Meteora


Meteora

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Grécia #3 - Ilhas e outros sítios lindos

Para acabar esta mini-série grega, resolvi falar das ilhas e de um ou outro local que eu acho indispensável referir.
A Grécia tem mais de 6000 ilhas e ilhéus, apesar de só 227 serem habitadas. Eu visitei 3, e nenhuma delas se enquadra no estereótipo típico de "ilhas gregas". Essas hei-de eu visitar um dia (pausa para sonhar acordada).

Hydra
  
As três ilhas que visitei, Aegina (Egina ou Αίγινα), Hydra (Hidra ou Ύδρα) e Poros (Πόρος), fazem parte das Ilhas Sarónicas, um dos arquipélagos gregos, localizado no Mar Egeu. São as 3 próximas do Peloponeso, a extensa península grega, portanto basta uma viagem de barco relativamente curta, e é coisa que se pode ver num dia (mas gostava de ter aproveitado melhor).

Aegina

Poros

É engraçado quando reparo na maneira como arrumei as ilhas no meu cérebro. Para mim, Aegina foi a ilha dos pistácios (que eu adoro, cá são caríssimos e lá são óptimos e baratos). Além do turismo, a cultura da pistaceira tinha ali um papel relevante. Achei Poros tão bonita que para mim ficou a ilha dos artistas. Soubesse eu pintar e tinha ali matéria-prima para quadros sem fim. E Hydra... ahhh, Hydra, a ilha dos gatos... e melhor, bem alimentados, bem tratados, não eram gatos por tudo quanto era lado, qual descontrole de natalidade. Assim sim! E bonitos! E em Hydra não havia trânsito automóvel, melhor um pouco.
Hydra

Claro que não se resumia a isto, mas foi o que mais ficou. O turismo típico, restaurantes, boa comida, boa praia. Se há coisa da qual nunca me hei-de esquecer é do tom de azul do Mar Egeu. É um azul profundo, como cá não se vê. Não sei se é por ser um mar em vez de oceano, só sei que é lindo. Água límpida que até parece mentira. Aí sim, faz lembrar a ideia das ilhas gregas paradisíacas.

Para chegar ao Peloponeso, passa-se pelo Istmo de Corinto. Após a construção do Canal de Corinto, o Peloponeso, apesar de ser oficialmente uma peninsula, transformou-se na prática numa enorme ilha. O canal rasga o istmo de um lado ao outro com o propósito de facilitar a navegação às embarcações mais pequenas (tendo como referência os cargueiros internacionais, esses não cabem lá). É que assim poupa-se-lhes darem a volta ao Peloponeso, o combustível está caro e sempre são à volta de 400 km. Pelo que andei a investigar, passam lá cerca de 11 mil embarcações por ano, sobretudo turísticas (portanto parece-me ter sido uma boa ideia).
 
Esta foto não é minha, parece que perdi fotos pelo caminho porque não encontrei as que tirei no canal

Entre Atenas e o Peloponeso, tropeçámos em mais 3 ou 4 mil monumentos e demos com uns locais bem bonitos. A Grécia tem realmente muito de bom para ver, quando a situação económica melhorar (a deles, a nossa e a minha) hei-de lá voltar.

Algures entre Atenas e o Peloponeso, à beira da estrada.
Que bem que se nadou (note-se que aqui a foquinha era a única dentro de água)

Vouliagmeni - bela esplanada onde comi a melhor tosta de queijo com tomate e orégãos que provei até hoje

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Grécia #2 - Αθήνα

Discute-se se Atenas deve o seu nome à Deusa Atena, a deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade (ufa!) ou se é a deusa que deve o nome à cidade.

A Acrópole, vista oposta à cidade
Nunca fui muito de História, nunca tive jeito, mas em Atenas há História a cada dois metros. Se uma pessoa se distrai durante dois segundos, já passou por 2 monumentos e está prestes a dar uma trombada no terceiro.

Parte da Ágora, dedicada a Zeus
Independentemente de não apreciar História por aí além, a cidade consegue conquistar-nos pela sua cultura, pela sua beleza, pela sua confusão, pelas pessoas. Tem sítios lindíssimos e é uma cidade onde se circula facilmente, quer a pé quer de metro.

Tive a sorte de ficar alojada perto do centro, portanto qualquer volta que se desse dava para ficar a conhecer bem aquela zona, não foi coisa de lá ir visitar uma vez e pronto. Passei muitas vezes pela Praça Syntagma, onde se encontra o Parlamento e o Túmulo do Soldado Desconhecido. Assisti ao render da guarda, o que tem sempre alguma piada pelas figuras que se vêem. Na altura nem conseguiria imaginar o estado da Grécia hoje em dia, nem que alguém chegasse ao desespero de se suicidar ali.

Praça Syntagma


Render da Guarda

O grego é uma língua estranhíssima, mas o inglês serve para o que for preciso. A comida é óptima, pelo menos para o meu gosto, e é sobretudo saudável. Ao contrário de outros países que visitei, aqui era difícil escolher mas porque gostava de tudo (o que é sempre um ponto extremamente positivo).

Atenas é uma cidade enorme. Enorme e bastante preenchida. Vista de um ponto alto, é uma imensidão de edifícios que até mete impressão.


A visita à Acrópole foi das poucas situações em que as obras de preparação da cidade para os Jogos Olímpicos de 2004 foram mais visíveis. Acho que não houve fotografia dali que não tivesse apanhado um ou outro andaime. Nem o Templo de Diana escapou.

Templo de Diana
 
Acrópole, pessoas e andaimes

Gostava de lá ir novamente, quando estes tempos mais difíceis tiverem sido ultrapassados.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Grécia #1 - Μετέωρα

Visitei a Grécia em 2003, porventura numa má altura, visto que estava tudo a preparar-se para os jogos olímpicos de 2004, em Atenas. Tirando uma ou duas excepções (como por exemplo não conseguir tirar fotografias à Acrópole sem que aparecesse um ou outro andaime), não achei que isso tivesse algum impacto negativo, conseguiram preparar tudo sem afugentar os turistas.

Uma das voltas que fomos dar quando lá estivemos foi a Meteora, na Tessália (Grécia central), onde se encontra o 2º maior complexo de mosteiros da Grécia.
 

Não sou dada a religiões, Meteora é um lugar especial não pela religião em si, mas pela beleza natural e pelo modo como os mosteiros estão integrados nesse cenário. O nome significa "rochas suspensas", e de facto assim parece em alguns locais. É uma paisagem rochosa que surge abruptamente de uma grande planície, e deve as suas formas únicas ao efeito da erosão e da actividade sísmica sobre o arenito de que é composta.


Já lá vão uns anos, e a minha memória falha-me um bocado quanto a pormenores, mas lembro-me que andámos imenso, havia locais praticamente inacessíveis e já deve ter morrido gente para aquelas bandas. Os monges lá andam, há sítios que não estão abertos ao público, onde eles vivem, alguns dos quais só se chega lá por um cabo por onde desliza uma espécie de caixote suspenso onde cabe uma ou duas pessoas, à força de mão, não havia cá facilidades para os monges!
Só para terem ideia da escala

M-E-D-O

Apesar de mesmo ali ao lado estar uma cidade, Kalambaka, Meteora é um mundo completamente à parte. Dos edifícios que podíamos visitar, viu-se que os monges levam uma vida simples e pacífica, em edifícios lindos por dentro, nada dados a riqueza.
É um sítio com uma espiritualidade imensa, crenças à parte. Foi o único sítio em que para mim, e até hoje, me fez sentido acender uma vela por alguém que me era muito querido e que partiu cedo demais.





  Os mosteiros por vezes só com esforço se distinguem ao longe, estão tão bem integrados na paisagem que parecem uma continuação do rochedo onde foram construídos. As senhoras não podiam entrar de calças, pelo que nos era facultado uma espécie de saia/avental para não ferirmos qualquer susceptibilidade. Pfff... bom, ao menos serviu-me para brincar com um gatito que por lá encontrei (a Grécia e os gatos... hei-de falar mais nisto para o próximo post grego).



Meteora é Património Mundial pela UNESCO. Existem 10 critérios de selecção, tendo de ser cumprido pelo menos um para algo poder ser considerado Património Mundial. Meteora cumpre 5. Como os critérios falam por si, aqui ficam:
  • Representa uma obra-prima do génio criativo humano;
  • Apresenta um importante intercâmbio de valores humanos sobre a evolução na arquitectura, tecnologia, artes monumentais, urbanismo ou paisagismo, durante um determinado período de tempo ou dentro de uma determinada área cultural;
  • É um excelente exemplo de um tipo de construção, arquitectura, tecnologia ou paisagem que ilustra uma etapa importante na história da humanidade;
  • É um exemplo notável de um assentamento humano tradicional, de uso da terra ou do mar, que é representante de uma cultura ou da interacção humana com o ambiente, especialmente quando este se tenha tornado vulnerável ao impacto de mudanças irreversíveis;
  • É um excelente representante de grandes etapas da história da Terra, pelo registo da vida, processos geológicos significativos para o desenvolvimento de acidentes geográficos ou características geomorfológicas/fisiográficas significativas.



Coincidência, os Linkin Park tinham lançado o álbum Meteora há muito pouco tempo, porque tinham lá estado e tinham achado o sítio muito espiritual e inspirador. De facto, recomendo :)