quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nuvens negras

Aviso prévio: excepcionalmente, vai ser um post negro. Depois disto a coisa há-de voltar ao normal.


Não lido bem com a morte.

Não é que a morte seja algo com que as pessoas lidem bem, claro que não. Mas desde que o André morreu que lido ainda pior com a morte. Cerca de um ano antes foi a minha avó, e se me custou, mas não foi a mesma coisa. Lembro-me dela muitas vezes, mas com o André foi diferente. Não passa um dia sem que eu tente analisar o que se passou, na tentativa de conseguir resolver este assunto dentro de mim. Além disso, penso muito na pessoa que eu era antes e no que me tornei. Num certo ponto de vista, penso que me tornei numa melhor pessoa. Será que foi por isso? Ou foi uma coisa natural que veio com a idade? Por outro lado, não tive ainda força para ultrapassar a morte do André e isso tem-me transformado numa sombra. Com toda a situação familiar envolvente, que também não era a melhor, chego à conclusão que este acontecimento é o fardo mais pesado que carrego até hoje. Sentimento de culpa? É parvoíce, a culpa não foi minha. A culpa não foi de ninguém. A culpa foi de todos? A verdade é que nunca fui capaz de contar toda a história, mesmo toda, a ninguém, o que leva a que alguns façam juízos errados sobre alguns comportamentos meus. Deixa-os fazer.
Há tempos, quando resolvi ir a uma psicóloga por outros motivos, apercebi-me que esta questão é mais grave do que poderia pensar. Como é natural, a psicóloga fez primeiro as perguntas da praxe, historial, etc. Perguntou sobre a família. Fiquei ali dividida. Falo no assunto, se não foi isso que me cá trouxe? Mentir também não é correcto, mesmo que ela nunca venha a saber. Resolvi dizer o essencial. Ela não era parva, percebeu que ali havia coisa, mas também não quis entrar muito por aí, disse que havia de se trazer as coisas antigas quando se achasse boa altura, mas que tinham que ser resolvidas. Dei por mim quase num pranto, num esforço imenso para não quebrar. E consegui, mas se calhar não devia ter conseguido. Se calhar foi mesmo tudo o que está para trás o que me levou ali. Não sou muito de psicólogos, mas pode ser que ainda lhe dê mais uma oportunidade. Nada disto tem cura rápida.
Desde 1995 que lido pior com a morte. E desde 1995 que eu me afasto de tudo e de todos quando me sinto pior por algum motivo. Fechar-me tem sido a pior das minhas opções, mas mesmo sabendo disso e por vezes mesmo tentando contrariar, acabo sempre por me fechar no meu cantinho, mesmo que esteja no meio de amigos.
Desde 1995, felizmente, têm havido muito poucas mortes humanas próximas. Não que não seja um pensamento que me assombre, mas isso acho mais habitual. Quem me conhece sabe que os animais são importantes para mim. Tendo seguido uma área relacionada, pensei que podia perder um bocadinho da sensibilidade extra que tenho relativamente aos animais, aquela que já atrapalha, o '80' do '8 ou 80'. E de certa maneira resultou. Menos com a parte da morte. Lido bem com o dia-a-dia, lido bem com eles na doença, faço o que puder, mas o momento da partida, sobretudo se for nas minhas mãos, fere-me por dentro. Felizmente na maior parte das vezes estava sozinha, chorar alivia, mas alturas houve em que não podia. É um pau de dois bicos. Se estou presente é fodido, se por algum motivo não posso estar presente a sensação de perda ainda dura mais tempo. O pior passa, sempre, mas cada uma vai acumulando, vai pesando. Até quando? Para sempre? Como é que se resolve algo que não tem resolução? Enterrar num buraco da mente não ajuda, já vi que não. Deitar tudo cá para fora muda alguma coisa? Penso tanto nisto tudo que por vezes o cérebro parece que frita. E não é voluntário, isto do pensar demais nas coisas. Bem luto contra isso. Mas não há cá trancar pensamentos, eles têm vontade própria.

Há que mudar. Mas mudar o quê? Sinto-me fraca. Sinto que podia fazer, que podia ser muito melhor que isto. Pode ser que ainda não seja tarde demais, o tempo passa com uma rapidez alucinante, mesmo parecendo que passa devagar para outras coisas.

Tudo isto me define em parte, mas não exclusivamente (felizmente). Também há coisas boas. E são essas coisas boas que me vão dando força. Mal ou bem, cheguei até aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

Foie gras

Quando eu me for, alguém diga à minha mãezinha que pode vender o meu fígado como foie gras, ainda deve render qualquer coisa...


Se calhar é por passar dias assim que detesto fígado e qualquer coisa relacionada com fígado...

Sem Thor ou com Thor

Sem Thor:
Rosa amarela com bordas rosa que sobreviveu à fúria destrutiva de(o) Thor

Com Thor:
Ausência completa de (3) botões de rosa híbrida, era só a mais bonita delas todas...


Daqui ia sair qualquer coisa com estes tons, mas com a forma da rosa amarela acima:




O terrorista:

Sunday Moods #11

Depois da noite de ontem, tive de ir ver qual era aquela música. Era esta:




Adoro a música, mas a letra em si não me diz nada, excepto esta frase:

You did it to yourself


(so true...)

sábado, 26 de maio de 2012

Gotta love LP

Pena por não estar lá, mas nestas condições e com o bilhete a custar 61€ está a render imenso ver os Linkin Park na SIC Radical.



ps - até agora o próximo álbum Living Things promete. A nova que eles cantaram está espectacular :)

ps2 - Parece que metade de Portugal está no Rock in Rio

notas finais: A-W-E-S-O-M-E

notas pós-concerto (não resisti): uma pessoa a referir-se aos Slipknot como "Islipiquinótji", a histeria das miúdas da 1ª fila ao afirmar que faziam de tudo ao Chester se o apanhassem ('linguado era pouco", dizia uma), as repórteres da SIC Radical que só têm é embalagem, porque jeitinho para repórter tá quieto (não posso criticar muito porque não fazia melhor), os meninos que se puseram na 1ª fila para o concerto dos Smashing Pumpkins... bom... são fãs, é normal que estejam assim, não é normal é que a repórter pergunte a um deles de onde é, ele responde que é do Porto, ela pergunta "então porque é que falas esquisito?" e ele responde "porque sou portista"... Priceless

Badass liver... or is it a douchebag?

Terapia SOS de sábado à tarde:


o meu fígado é um mariquinhas... ou um fedelho estragado com mimos... apetece-me arrancá-lo.

Ingredientes de sonho #2

Batatas


Ahhh.... um ingrediente tão 'simples' mas com tanto potencial... Da família das Solanáceas, assim como o tomate ou a beringela, teve origem na América do Sul, estando hoje em dia disseminada por todo o mundo. Já a batata-doce não está relacionada com a batata, pertencendo a uma família diferente. No entanto, como poderá ter usos parecidos, vou incluí-la na escolha das receitas preferidas.
Trata-se de um tubérculo rico em amido, podendo ser usado não só para utilização na alimentação humana em fresco mas também para fabrico de bebidas alcoólicas, como espessantes na indústria alimentar, na alimentação animal, etc. Além do amido, a batata é uma boa fonte de fibra, assim como de vitaminas e minerais. Tem uma ampla variedade de usos na culinária, podendo ser frita, cozida, assada, utilizada em estufados/guisados, etc.
Existem imensas variedades de batata, categorizadas tendo em conta a quantidade e relação entre tipos de amido na sua composição. As que tenho visto com mais frequência na grande distribuição são a monalisa, a astérix ou a chérie. Umas são melhores para cozer, outras para fritar ou para fazer puré.
Embora se produza batata ao longo de todo o ano, há dois períodos de colheita que se consideram mais importantes: Março/Abril, em que temos batata normalmente chamada de batata primor ou batata nova, devido à sua precocidade (pele mais fina, maior teor de água), e  Julho/Agosto, onde temos a chamada batata de conservação, pois está completamente amadurecida, o que lhe confere um maior poder de conservação.
São uma boa base para os mais variados tipos de receitas, mas as minhas preferidas são:
  • Salada(s) de batata (exemplos aqui e aqui)
  • Bolinhos de batata (exemplos aqui e aqui)
  • Esmagada de batata e batata-doce com feta (imagem aqui e receita neste artigo)
  • Pyttipanna
  • Qualquer coisa à lagareiro, com batatinhas a murro (de preferência polvo)
  • Batatas assadas e recheadas
  • Salada russa
  • e, claro, batatas fritas (preferencialmente tipo chips, mas gosto de todas)
  • Adenda: já me esquecia doutra gama de pratos que eu adoro: qualquer coisa à Brás (bacalhau, carne de frango ou vaca desfiada,  legumes...)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fresh out of the oven


E quando entrarem no RiR vou estar a ouvi-los... via rádio...


Too much

Hoje, ao contrário de piores dias, até tenho muito para escrever. Só me falta é tempo e cabeça para desenvolver a escrita como quero...

Quanto à criação do dinossauro, vou deixar para amanhã, que merece reportagem fotográfica e escrita inspirada.

Quanto ao resto... bem, apanhei um 'susto' que me fez repensar várias coisas no meu percurso. Vou ter de tomar algumas decisões muito brevemente, a ver no que dá.

Tenho um casamento importante no fim de Junho, hoje dei um salto ao shopping só para experimentar uns vestidos, para ter uma ideia do quanto eu vou ter de penar. Eu não dava para fashionista, loooonge disso. Gosto pouco de vestidos, mentira, gosto pouco de os ver em mim. Sou baixinha, e dotada de uma anca que, mesmo estando mais magra, vai daqui até à China. Estou transparente, tenho de ver se apanho uns banhos de sol. Um pequeno drama, se me chatear muito pego numa roupa melhorzinha qualquer que para aqui tenha e sigo caminho. Não há-de demorar nem duas horas para aqueles 'animais' não verem um palmo à frente, portanto... :) Experimentei uns quantos (obrigada A.L. por me fazeres experimentar um dourado e outro prateado, a sério), e fiquei na dúvida entre 3, um preto, um roxo e um azul/preto/corvo (não sei designar melhor que isto). A ver... o que vale é que até estão em conta.

Esta música não me sai da cabeça, acho que vou dar em doida (mas gosto tanto).

Temos um cão novo. O meu tio encontrou-o, cansadíssimo, abandonado. Ainda pequenino. Não percebo como é que as pessoas são capazes disto (e de coisas tão piores). Revolta-me, entristece-me. Chama-se Thor, como um cão que nos envenenaram da forma mais cruel.

Aqueles botões de rosa do lado esquerdo foram arrancados pouco depois. Promete ser um destruidor... as minhas plantas...


E por agora chega, estou esfomeada, exausta, tenho um dinossauro pinto para alimentar.

Um bom fim-de-semana para todos*