Mergulhar na confusão mental e categorizar sentimentos. (Re)Aprender a distinguir sentimentos fraternos de sentimentos românticos, de forma o mais isenta possível e independentemente do possível resultado final.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
domingo, 29 de julho de 2012
Pensamentos antes de dormir
Pois é, estes pensamentos podem ser os melhores e/ou os piores. Ou então podem ser só esquisitos.
Estava agora quase a adormecer, depois de alimentar e acomodar o Leo para dormir ao fundo da minha cama. O pensamento deve ter começado por causa disso, apesar de ser pequenino e estar comigo há pouco tempo nota-se que também tem afecto por mim.
Muitos dirão que não é afecto, que é interesse, mas isso agora não interessa nada, já me estou a desviar do assunto e não é disso que quero falar.
Ter visto o Hitch há bocado só ajudou a ter pensamentos idiotas (pior um pouco se adicionarmos TPM à equação).
Quando me deitei comecei a pensar que há-de existir por aí alguém (entenda-se alguém do género masculino) que goste de mim pelo que sou, que seja capaz de ter afecto por mim (isto sem ter somente como objectivo a parte física). Oh, que fofinho, dream on. E estava a fazer uma analogia com isto dos gatos que referi antes. Como eles são capazes de gostar de alguém, de demonstrar carinho. Veio-me à memória um episódio passado no veterinário hoje à tarde, em que estava lá uma senhora que falava muito alto e exalava um odor estranho, que tinha ido buscar a gata que tinha sido operada (estava a gata meia zonza por causa da anestesia e ela quase aos berros a abaná-la e a chamá-la de querida). E a minha vizinha, que não bate bem da cabeça (mais por estupidez que por maldade) mas tem um gato que aparentemente a adora (é um prodígio, atende telefones, aquele gato faz tudo, segundo ela). E depois a velha frase de "quanto mais me bates mais eu gosto de ti"...
Depois comecei a pensar mais a fundo sobre a questão... bom... eles não têm grande escolha, eu apanhei-o, trato-o bem, alimento-o, dou-lhe cama, brinco com ele, dou-lhe carinho... mas é basicamente meu prisioneiro, certo? se não fosse eu e fosse outra pessoa que fizesse o mesmo... era igual, não era? ia gostar dessa pessoa também... nos humanos não é assim tão linear... não seria qualquer um que me apanhasse, que me obrigasse e viver na casa dele, me alimentasse, etc etc, e lá por isso tornar-se amor, pois não?
Ao que o pensamento termina com a seguinte conclusão: os animais (e nós??), em maior ou menor grau, sofrem de Síndrome de Estocolmo.
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| Uma linda história de amor ou.... Síndrome de Estocolmo?... |
ps - tive de vir escrever isto senão amanhã já não me lembrava, amanhã provavelmente vou-me arrepender :)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Apertos
Quando uma criatura que outrora já coube na tua mão adoece, é um aperto no coração como nunca mais vais querer sentir. Está bem, é só uma constipação, já lhe deste o xarope e ela até já se pôs a fazer asneiras como de costume... mas afinal estão os 4 constipados, não era suposto teres uma preferida, sabes?
Se algum dia tiver filhos e a algum lhe der uma cólica deve-me dar um ataque qualquer, certo?
domingo, 11 de março de 2012
Não consigo não gostar disto
É um filme de 2010 mas ainda sinto as réplicas. Descobri-o por acaso, numa das minhas 'pesquisas' cinematográficas, e 'comprei-o' assim que pude. Nem sei precisar o que me levou a 'comprar' este filme, até porque não sou pessoa de 'comprar' tudo o que me aparece à frente, sou um bocado selectiva nisso. Talvez tenha sido por entrar o Zach Galifianakis, já que o The Hangover tinha saído no ano anterior e eu tinha gostado bastante.
Falo do It's Kind of a Funny Story (ver o site oficial ou o IMBD). Como o título indica, é uma história com piada, mas não é à toa que o IMBD o cataloga como comédia, drama e romance (a parte do romance é secundária). Muito por alto, é a história do Craig (Keir Gilchrist), um adolescente com ideias suicidas que vai ao hospital procurar ajuda e que acaba internado na ala psiquiátrica dos adultos, porque a dos adolescentes está em obras. Toda a parte interessante do filme se desenrola no hospital, onde conhecemos as histórias dos vários pacientes que por lá andam.
Marcou-me. Quase podia comparar este filme a um perfume. Como nota de cabeça temos a parte da comédia, ligeira, fácil, para a qual o Zach contribui com o seu estilo muito particular. Mas depois, como nota de fundo, há tantos pormenores pesados, dramáticos, nem sempre evidentes, que dão que pensar, que perduram. E também aqui o Zach desempenha um papel fulcral, bem mais complexo e bem interpretado do que à partida eu poderia pensar.
Tomei o Zach como exemplo mas há muitos outros que conferem a este filme características deliciosas. Desde o Muqtada, o colega de quarto do Craig, que nunca saiu do quarto desde que foi internado, ao Solomon, um judeu que tomou LSD a mais e que passa a vida a pedir para falarem mais baixo, enfim, há muito que ver, que rir, que pensar. Para um filme mainstream, achei-o fantástico, e gostei bastante da banda sonora.
Se por acaso alguém ler isto e já tiver visto, ou se vir entretanto, gostava que me desse uma opinião acerca do filme. Aqui fica o trailer:
sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Perspectivas
Quando uma pessoa chega à conclusão que vê a mesma coisa que a outra mas de uma perspectiva bem diferente é tramado... especialmente quando não faz ideia do que a outra vê, ou de como vê a mesma situação.
E pelos vistos hoje em dia perguntar não vale de nada, as pessoas gostam pouco de perguntas... Ou então é porque não interessava mesmo, é isso! Dá-me uma certa pena, mas ao mesmo tempo é libertador.
E pelos vistos hoje em dia perguntar não vale de nada, as pessoas gostam pouco de perguntas... Ou então é porque não interessava mesmo, é isso! Dá-me uma certa pena, mas ao mesmo tempo é libertador.
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| Muahahahah |
quinta-feira, 8 de março de 2012
"Todos diferentes, todos iguais"
E não estou a falar de raças e religiões, falo de afectos. Porque todos precisamos de carinho e atenção, a merda é que sendo todos diferentes (e uns mais que outros, naturalmente) a felicidade torna-se mais esquiva.
Ou então é de mim, se calhar estou redondamente enganada... mas que gostava de ter algum carinho e atenção gostava, e tenho taaaanto para dar em troca. A chatice é que não é a qualquer um e, sobretudo, sexo a mim não me chega (também dava algum jeito, mas já percebi que mais vale estar quieta).
Mais vale pensar demais que partir para situações potencialmente destrutivas... A cada uma que a pessoa vai passando, vai-se estragando para a próxima, e pode ser que a próxima valha mesmo a pena. Eu cá prefiro não me estragar mais, amachuco-me facilmente.
Uma pessoa devia vir com alguns interruptores incorporados... Desligava alguns e era mais feliz e produtiva...
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