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sábado, 1 de dezembro de 2012

Há demasiado tempo...

... que não ia lavar a alma. Há coisa de um ano que não punha lá os pés. E que falta me fazia. Por mais que um motivo: pelo sítio, pelo carinho e sempre boa companhia dos amigos, pelos animais, pela paz, pelas lembranças. Soube-me pela vida. A Lezíria é um bom sítio para se (con)viver. Agora a ver se tiro a lama toda do carro em tempo útil...



Flor, a rockar desde Junho de 2008

domingo, 29 de julho de 2012

Pensamentos antes de dormir

Pois é, estes pensamentos podem ser os melhores e/ou os piores. Ou então podem ser só esquisitos.

Estava agora quase a adormecer, depois de alimentar e acomodar o Leo para dormir ao fundo da minha cama. O pensamento deve ter começado por causa disso, apesar de ser pequenino e estar comigo há pouco tempo nota-se que também tem afecto por mim.
Muitos dirão que não é afecto, que é interesse, mas isso agora não interessa nada, já me estou a desviar do assunto e não é disso que quero falar.
Ter visto o Hitch há bocado só ajudou a ter pensamentos idiotas (pior um pouco se adicionarmos TPM à equação).
Quando me deitei comecei a pensar que há-de existir por aí alguém (entenda-se alguém do género masculino) que goste de mim pelo que sou, que seja capaz de ter afecto por mim (isto sem ter somente como objectivo a parte física). Oh, que fofinho, dream on. E estava a fazer uma analogia com isto dos gatos que referi antes. Como eles são capazes de gostar de alguém, de demonstrar carinho. Veio-me à memória um episódio passado no veterinário hoje à tarde, em que estava lá uma senhora que falava muito alto e exalava um odor estranho, que tinha ido buscar a gata que tinha sido operada (estava a gata meia zonza por causa da anestesia e ela quase aos berros a abaná-la e a chamá-la de querida). E a minha vizinha, que não bate bem da cabeça (mais por estupidez que por maldade) mas tem um gato que aparentemente a adora (é um prodígio, atende telefones, aquele gato faz tudo, segundo ela). E depois a velha frase de "quanto mais me bates mais eu gosto de ti"...
Depois comecei a pensar mais a fundo sobre a questão... bom... eles não têm grande escolha, eu apanhei-o, trato-o bem, alimento-o, dou-lhe cama, brinco com ele, dou-lhe carinho... mas é basicamente meu prisioneiro, certo? se não fosse eu e fosse outra pessoa que fizesse o mesmo... era igual, não era? ia gostar dessa pessoa também... nos humanos não é assim tão linear... não seria qualquer um que me apanhasse, que me obrigasse e viver na casa dele, me alimentasse, etc etc, e lá por isso tornar-se amor, pois não?

Ao que o pensamento termina com a seguinte conclusão: os animais (e nós??), em maior ou menor grau, sofrem de Síndrome de Estocolmo.

Uma linda história de amor ou.... Síndrome de Estocolmo?...

ps - tive de vir escrever isto senão amanhã já não me lembrava, amanhã provavelmente vou-me arrepender :)

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Apresento-vos a minha nova dor de cabeça:


Nasceu há coisa de uma semana, com uma deficiência numa pata. Ainda pensei seriamente em eutanásia, mas como não me pareceu estar em sofrimento não fui capaz. Ao contrário do que esperava, até agora sobreviveu, e em boa saúde (tirando a pata torta).

Depois pus-me a pensar como raio havia de lhe endireitar a pata. Sendo ela muito pequena (ainda por cima é mesmo de raça pequena) e frágil, desisti por enquanto, porque ia dar asneira. Quando crescer mais um pouco pode ser que consiga.

Ainda perdi umas horas de sono à conta dela, porque não comia sozinha e tinha de fazer uma papa com a ração e dar-lhe com uma seringa pela boca abaixo. Durante a noite, a luz não lhe chegava. Acostumou-se ao calor da minha mão. Resultado: a partir das 5 da manhã, dormia toda torta para poder enfiar a mão na caixa. Chegou a dormir uma hora dentro da camisola, no quentinho, até que acordei sobressaltada com medo de a ter esmagado (já não seria a primeira vez, aconteceu quando era criança com dois pintos rejeitados pela mãe, e eu achei boa ideia dormirem comigo porque era mais quente). Durante o dia fica numa caixa, devidamente alimentada e acondicionada.

Hoje posso afirmar, orgulhosamente, que encheu o papo sozinha. Só falta conseguir manter-se de pé sem apoio.

O sono cá continua, mas parece que o vou poder compensar brevemente :)








(e sim, confirma-se a minha insanidade)


quinta-feira, 8 de março de 2012

"Todos diferentes, todos iguais"


E não estou a falar de raças e religiões, falo de afectos. Porque todos precisamos de carinho e atenção, a merda é que sendo todos diferentes (e uns mais que outros, naturalmente) a felicidade torna-se mais esquiva.

Ou então é de mim, se calhar estou redondamente enganada... mas que gostava de ter algum carinho e atenção gostava, e tenho taaaanto para dar em troca. A chatice é que não é a qualquer um e, sobretudo, sexo a mim não me chega (também dava algum jeito, mas já percebi que mais vale estar quieta).

Mais vale pensar demais que partir para situações potencialmente destrutivas... A cada uma que a pessoa vai passando, vai-se estragando para a próxima, e pode ser que a próxima valha mesmo a pena. Eu cá prefiro não me estragar mais, amachuco-me facilmente.

Uma pessoa devia vir com alguns interruptores incorporados... Desligava alguns e era mais feliz e produtiva...