quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nuvens negras

Aviso prévio: excepcionalmente, vai ser um post negro. Depois disto a coisa há-de voltar ao normal.


Não lido bem com a morte.

Não é que a morte seja algo com que as pessoas lidem bem, claro que não. Mas desde que o André morreu que lido ainda pior com a morte. Cerca de um ano antes foi a minha avó, e se me custou, mas não foi a mesma coisa. Lembro-me dela muitas vezes, mas com o André foi diferente. Não passa um dia sem que eu tente analisar o que se passou, na tentativa de conseguir resolver este assunto dentro de mim. Além disso, penso muito na pessoa que eu era antes e no que me tornei. Num certo ponto de vista, penso que me tornei numa melhor pessoa. Será que foi por isso? Ou foi uma coisa natural que veio com a idade? Por outro lado, não tive ainda força para ultrapassar a morte do André e isso tem-me transformado numa sombra. Com toda a situação familiar envolvente, que também não era a melhor, chego à conclusão que este acontecimento é o fardo mais pesado que carrego até hoje. Sentimento de culpa? É parvoíce, a culpa não foi minha. A culpa não foi de ninguém. A culpa foi de todos? A verdade é que nunca fui capaz de contar toda a história, mesmo toda, a ninguém, o que leva a que alguns façam juízos errados sobre alguns comportamentos meus. Deixa-os fazer.
Há tempos, quando resolvi ir a uma psicóloga por outros motivos, apercebi-me que esta questão é mais grave do que poderia pensar. Como é natural, a psicóloga fez primeiro as perguntas da praxe, historial, etc. Perguntou sobre a família. Fiquei ali dividida. Falo no assunto, se não foi isso que me cá trouxe? Mentir também não é correcto, mesmo que ela nunca venha a saber. Resolvi dizer o essencial. Ela não era parva, percebeu que ali havia coisa, mas também não quis entrar muito por aí, disse que havia de se trazer as coisas antigas quando se achasse boa altura, mas que tinham que ser resolvidas. Dei por mim quase num pranto, num esforço imenso para não quebrar. E consegui, mas se calhar não devia ter conseguido. Se calhar foi mesmo tudo o que está para trás o que me levou ali. Não sou muito de psicólogos, mas pode ser que ainda lhe dê mais uma oportunidade. Nada disto tem cura rápida.
Desde 1995 que lido pior com a morte. E desde 1995 que eu me afasto de tudo e de todos quando me sinto pior por algum motivo. Fechar-me tem sido a pior das minhas opções, mas mesmo sabendo disso e por vezes mesmo tentando contrariar, acabo sempre por me fechar no meu cantinho, mesmo que esteja no meio de amigos.
Desde 1995, felizmente, têm havido muito poucas mortes humanas próximas. Não que não seja um pensamento que me assombre, mas isso acho mais habitual. Quem me conhece sabe que os animais são importantes para mim. Tendo seguido uma área relacionada, pensei que podia perder um bocadinho da sensibilidade extra que tenho relativamente aos animais, aquela que já atrapalha, o '80' do '8 ou 80'. E de certa maneira resultou. Menos com a parte da morte. Lido bem com o dia-a-dia, lido bem com eles na doença, faço o que puder, mas o momento da partida, sobretudo se for nas minhas mãos, fere-me por dentro. Felizmente na maior parte das vezes estava sozinha, chorar alivia, mas alturas houve em que não podia. É um pau de dois bicos. Se estou presente é fodido, se por algum motivo não posso estar presente a sensação de perda ainda dura mais tempo. O pior passa, sempre, mas cada uma vai acumulando, vai pesando. Até quando? Para sempre? Como é que se resolve algo que não tem resolução? Enterrar num buraco da mente não ajuda, já vi que não. Deitar tudo cá para fora muda alguma coisa? Penso tanto nisto tudo que por vezes o cérebro parece que frita. E não é voluntário, isto do pensar demais nas coisas. Bem luto contra isso. Mas não há cá trancar pensamentos, eles têm vontade própria.

Há que mudar. Mas mudar o quê? Sinto-me fraca. Sinto que podia fazer, que podia ser muito melhor que isto. Pode ser que ainda não seja tarde demais, o tempo passa com uma rapidez alucinante, mesmo parecendo que passa devagar para outras coisas.

Tudo isto me define em parte, mas não exclusivamente (felizmente). Também há coisas boas. E são essas coisas boas que me vão dando força. Mal ou bem, cheguei até aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

Foie gras

Quando eu me for, alguém diga à minha mãezinha que pode vender o meu fígado como foie gras, ainda deve render qualquer coisa...


Se calhar é por passar dias assim que detesto fígado e qualquer coisa relacionada com fígado...

Sem Thor ou com Thor

Sem Thor:
Rosa amarela com bordas rosa que sobreviveu à fúria destrutiva de(o) Thor

Com Thor:
Ausência completa de (3) botões de rosa híbrida, era só a mais bonita delas todas...


Daqui ia sair qualquer coisa com estes tons, mas com a forma da rosa amarela acima:




O terrorista:

Sunday Moods #11

Depois da noite de ontem, tive de ir ver qual era aquela música. Era esta:




Adoro a música, mas a letra em si não me diz nada, excepto esta frase:

You did it to yourself


(so true...)

sábado, 26 de maio de 2012

Gotta love LP

Pena por não estar lá, mas nestas condições e com o bilhete a custar 61€ está a render imenso ver os Linkin Park na SIC Radical.



ps - até agora o próximo álbum Living Things promete. A nova que eles cantaram está espectacular :)

ps2 - Parece que metade de Portugal está no Rock in Rio

notas finais: A-W-E-S-O-M-E

notas pós-concerto (não resisti): uma pessoa a referir-se aos Slipknot como "Islipiquinótji", a histeria das miúdas da 1ª fila ao afirmar que faziam de tudo ao Chester se o apanhassem ('linguado era pouco", dizia uma), as repórteres da SIC Radical que só têm é embalagem, porque jeitinho para repórter tá quieto (não posso criticar muito porque não fazia melhor), os meninos que se puseram na 1ª fila para o concerto dos Smashing Pumpkins... bom... são fãs, é normal que estejam assim, não é normal é que a repórter pergunte a um deles de onde é, ele responde que é do Porto, ela pergunta "então porque é que falas esquisito?" e ele responde "porque sou portista"... Priceless

Badass liver... or is it a douchebag?

Terapia SOS de sábado à tarde:


o meu fígado é um mariquinhas... ou um fedelho estragado com mimos... apetece-me arrancá-lo.

Ingredientes de sonho #2

Batatas


Ahhh.... um ingrediente tão 'simples' mas com tanto potencial... Da família das Solanáceas, assim como o tomate ou a beringela, teve origem na América do Sul, estando hoje em dia disseminada por todo o mundo. Já a batata-doce não está relacionada com a batata, pertencendo a uma família diferente. No entanto, como poderá ter usos parecidos, vou incluí-la na escolha das receitas preferidas.
Trata-se de um tubérculo rico em amido, podendo ser usado não só para utilização na alimentação humana em fresco mas também para fabrico de bebidas alcoólicas, como espessantes na indústria alimentar, na alimentação animal, etc. Além do amido, a batata é uma boa fonte de fibra, assim como de vitaminas e minerais. Tem uma ampla variedade de usos na culinária, podendo ser frita, cozida, assada, utilizada em estufados/guisados, etc.
Existem imensas variedades de batata, categorizadas tendo em conta a quantidade e relação entre tipos de amido na sua composição. As que tenho visto com mais frequência na grande distribuição são a monalisa, a astérix ou a chérie. Umas são melhores para cozer, outras para fritar ou para fazer puré.
Embora se produza batata ao longo de todo o ano, há dois períodos de colheita que se consideram mais importantes: Março/Abril, em que temos batata normalmente chamada de batata primor ou batata nova, devido à sua precocidade (pele mais fina, maior teor de água), e  Julho/Agosto, onde temos a chamada batata de conservação, pois está completamente amadurecida, o que lhe confere um maior poder de conservação.
São uma boa base para os mais variados tipos de receitas, mas as minhas preferidas são:
  • Salada(s) de batata (exemplos aqui e aqui)
  • Bolinhos de batata (exemplos aqui e aqui)
  • Esmagada de batata e batata-doce com feta (imagem aqui e receita neste artigo)
  • Pyttipanna
  • Qualquer coisa à lagareiro, com batatinhas a murro (de preferência polvo)
  • Batatas assadas e recheadas
  • Salada russa
  • e, claro, batatas fritas (preferencialmente tipo chips, mas gosto de todas)
  • Adenda: já me esquecia doutra gama de pratos que eu adoro: qualquer coisa à Brás (bacalhau, carne de frango ou vaca desfiada,  legumes...)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fresh out of the oven


E quando entrarem no RiR vou estar a ouvi-los... via rádio...


Too much

Hoje, ao contrário de piores dias, até tenho muito para escrever. Só me falta é tempo e cabeça para desenvolver a escrita como quero...

Quanto à criação do dinossauro, vou deixar para amanhã, que merece reportagem fotográfica e escrita inspirada.

Quanto ao resto... bem, apanhei um 'susto' que me fez repensar várias coisas no meu percurso. Vou ter de tomar algumas decisões muito brevemente, a ver no que dá.

Tenho um casamento importante no fim de Junho, hoje dei um salto ao shopping só para experimentar uns vestidos, para ter uma ideia do quanto eu vou ter de penar. Eu não dava para fashionista, loooonge disso. Gosto pouco de vestidos, mentira, gosto pouco de os ver em mim. Sou baixinha, e dotada de uma anca que, mesmo estando mais magra, vai daqui até à China. Estou transparente, tenho de ver se apanho uns banhos de sol. Um pequeno drama, se me chatear muito pego numa roupa melhorzinha qualquer que para aqui tenha e sigo caminho. Não há-de demorar nem duas horas para aqueles 'animais' não verem um palmo à frente, portanto... :) Experimentei uns quantos (obrigada A.L. por me fazeres experimentar um dourado e outro prateado, a sério), e fiquei na dúvida entre 3, um preto, um roxo e um azul/preto/corvo (não sei designar melhor que isto). A ver... o que vale é que até estão em conta.

Esta música não me sai da cabeça, acho que vou dar em doida (mas gosto tanto).

Temos um cão novo. O meu tio encontrou-o, cansadíssimo, abandonado. Ainda pequenino. Não percebo como é que as pessoas são capazes disto (e de coisas tão piores). Revolta-me, entristece-me. Chama-se Thor, como um cão que nos envenenaram da forma mais cruel.

Aqueles botões de rosa do lado esquerdo foram arrancados pouco depois. Promete ser um destruidor... as minhas plantas...


E por agora chega, estou esfomeada, exausta, tenho um dinossauro pinto para alimentar.

Um bom fim-de-semana para todos*

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Proibido foguear

Note to self: quando te vierem com a conversa que fazer a fogueira para um churrasco é coisa para os homens fazerem, não te rias e não digas que é um disparate. Não é que não o saibas fazer. Não é que não o consigas fazer. Até já tens as douradas ao lume e os pimentos assados. Mas se houver algum homem disponível para o fazer, aceita de bom grado, sorri e agradece. Se não houver, deixa-te estar quieta e faz algo que não envolva pegar fogo a lenha. Já uma vez na vacaria, quando estavas a arrancar arbustos para queimar segundo as ordens do chefinho, conseguiste queimar um bocado das pestanas, sobrancelhas e até uma madeixa de cabelo. Desta vez safaste-te, não estava vento, mas o cheiro a fumo vai-te perseguir, pelo menos, até ao fim de semana, tomes os banhos que tomares, mudes de roupa as vezes que quiseres. Tu e fogo não combinam, definitivamente. Deixa isso para quem percebe da coisa. Deixa.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Unhas compridas

Para uma pessoa que roeu as unhas durante anos, até não tenho as unhas feias. De há uns anos para cá, perdi esse mau hábito de forma natural, com algumas recaídas pelo meio.

Cortar as unhas é, portanto, algo a que não estou muito habituada, seja por falta de jeito, de feminilidade, o que seja. Sempre que chega esta altura em que as minhas unhas começam a atingir um comprimento considerável (atenção, para mim já considero considerável a parte branca ter 3-4 mm), começo a temer pela minha vida. Sou um ser de tamanha sensibilidade que já me devo ter cortado umas 3 ou 4 vezes num curto intervalo de tempo. Uma noite destas ainda cometo suicídio inadvertidamente enquanto coço o pescoço durante o sono...

Outra questão que me assalta o pensamento nestas alturas é o facto de o comprimento das unhas me começar a limitar as acções manuais no dia a dia. E volto a frisar que não tenho as unhas compridas por aí além, há por aí muita menina com as unhas bem mais compridas. Pergunto-me como é que essas meninas limpam, cozinham, tratam dos filhos (ok, não tenho filhos, mas estou a criar um pinto), e já nem falo de jardinagem e outras tarefas mais 'sujas'... a mim pelo menos não me dá jeito nenhum...

Sinto-me um bocado como esta senhora (link)...

It's a bitch to grow up


Calvin:
It's true, Hobbes, ignorance is bliss!

Once you know things, you start seeing problems everywhere
and once you see problems, you feel like you ought to try to fix them
and fixing problems always seems to require personal change
and change means doing things that aren't fun!
I say phooey to that!

But if you're willfully stupid, you don't know any better, so you can keep doing whatever you like!

The secret to happiness is short-term, stupid self-interest!

Hobbes:
We're heading for that cliff!

Calvin:
I don't want to know about it.

(Waaaugghhh!)

Hobbes:
I'm not sure I can stand so much bliss.

Calvin:
Careful! We don't want to learn anything from this.



Think. Believe. Care. Love. Feel.

Live.



(Off to a 'sad' start, but with a self-motivational ending)


domingo, 20 de maio de 2012

Falta de empatia: aplicação prática

De repente ficou na moda:

"Obrigada Académica!"

"Briooooosa!"

"Coimbra nunca me desilude <3"

(...)

Ao que penso: A académica tem mais adeptos do que eu pensava... ou isso ou vi mal e foi outro clube  em vez da Académica a ganhar a taça... ou então não...

Não faço isso quando os outros perdem, não só mas também porque não gosto que mo façam a mim, a não ser quando é na brincadeira e com quem há confiança para o fazer.

Posto isto, parabéns à Académica :)

Mas... mas...

... o que é isto? ligo eu a TV ainda nem 5 minutos de jogo tinham passado e já estamos a perder? e ia sendo o 2º?

Ai Sporting Sporting, ânimo nisso! Raça!


SPOOOORTING!


Edit:     Damn... perdemos... : /  Parabéns Académica! Sporting... Endireita-te pá!

Sunday Moods #10




Let go your heart
Let go your head
And feel it now




(actually, I'm in please-don't-feel-at-all mode... but I wish I wasn't)

sábado, 19 de maio de 2012

Ingredientes de sonho #1

Bacon


Assim começa mais uma rubrica irrelevante, desta vez aos sábados. Vou trazer os meus ingredientes preferidos e alguns pratos onde os uso (os que eu gostar mais).

Hoje calhou ser o bacon. Como sou esquisitinha, bacons há muitos. Uns melhores, outros piores. Tenho as minhas marcas preferidas, mas às vezes nem depende da marca, depende do lote em si, cortes diferentes, regiões diferentes da peça, enfim, já referi várias vezes que não bato bem da cabeça.
O bacon vem, como saberão, do porco, mais especificamente da zona da barriga (podem utilizar-se outras peças da carcaça, mas cá em Portugal o bacon mais comum é mesmo proveniente da barriga). O processo base passa pela aplicação de salmoura, industrialmente realizada por injecção, podendo passar posteriormente por um processo de fumagem.
Como nas facas, uso um bacon diferente dependendo do prato que vou cozinhar. Uso, sem exagero e no mínimo, 5 tipos de bacon diferente: para comer em cru (às vezes é um bom petisco só por si), em fatias, em pedaços, para cozinhados longos ou para cozinhados curtos. Claro que à falta de um vai outro, mas quando me posso dar ao luxo de escolher...


Utilizações preferidas:
  • Tâmaras com bacon
  • Pyttipanna
  • Favas à algarvia
  • Favas guisadas
  • BLT

sexta-feira, 18 de maio de 2012

As visitas do Tito

O Tito é um dos meus primos, o mais novo, 5 meses mais novo que eu.

Por volta dos meus 3 anos, uma das memórias mais antigas que tenho, o marido da minha tia pegou nela e nos 4 filhos e foram para a Austrália. A partir daí, fomos mantendo o contacto através de cartas e fotografias, uma caixinha com presentes, quando o rei fazia anos. Só quando já éramos grandinhos é que houve a oportunidade de eles nos virem visitar a Portugal, porque a viagem é grande e pesada financeiramente.

Dos 4 só vieram 3, em alturas distintas. O mais velho resolveu que não queria voltar, acho que tinha um certo receio de querer ficar, isso e ser Jeová e ter lá as suas responsabilidades.

Como o meu primo tem mais ou menos a mesma idade que eu, lembro-me com mais pormenor das visitas dele. Seja pela idade ou pelas coisas que ele às vezes me fazia...

Uma das vezes estávamos no sofá a ver televisão, deitados cada um para o seu lado até que resolvemos coçar os pés um ao outro. Adaptámos o princípio de "uma mão lava a outra" para "uma mão coça o pé do outro". Só aconteceu dessa vez. Porquê? Porque o menino Tito quis brincar ao "vamos estalar os dedos dos pés". Fiquei dois meses com o 2º dedo do pé direito inchado e dorido. Já ele tinha voltado para a Austrália e ainda me doía o dedo. Obrigada Tito, ainda hoje me dói o dedo quando muda o tempo.

Noutra das suas visitas, além de partir 2 frascos de perfume à minha mãe e de lhe desaparecer com umas pulseiras, resolveu brincar às cuspidelas. Estávamos os dois à janela na conversa quando ele começa a treinar variados tipos de cuspidela, em variadas direcções. Mesmo à miúdo (era isso e traques). Não sei como é que ele conseguiu fazer aquilo, visto que eu estava directamente ao lado dele, aí a um braço de distância. Claro que me acertou. Nojento. Nesse mesmo ano resolveu experimentar apertar-me o antebraço de forma a testar a maleabilidade dos meus ossos. Conseguiu juntar o rádio ao cúbito. Fiquei uns dias com o antebraço a latejar, mas sem sequelas.

Numa das mais recentes viagens ao país natal (corria o ano de 2001), tinha eu feito recentemente a minha primeira tatuagem, a qual lhe mostrei orgulhosamente. Ele não acreditou. Ele teve de testar a veracidade da tatuagem com as suas próprias unhas. A tatuagem ainda não estava completamente sarada. Ouch.

Os anos passaram e o Tito tornou-se um homenzinho, sinistro diria eu, mas não deixa de ser meu primo. Veio cá o ano passado, e queria ir sair à noite. Ora, sair à noite (pelo menos como ele queria, ir para uma discoteca, pum tch pum tch pum a noite inteira, conhecer pessoas - vulgo gajas) nunca foi muito a minha onda, sempre preferi sítios onde se possa conversar, sentar, estar à vontade, com música ao meu gosto, beber uns copos e quem sabe até petiscar qualquer coisa. Deixo-vos aqui umas pérolas que ele tem no facebook, para perceberem o porquê de eu não querer ir sair à noite com o Tito, querido priminho que é um bacano, mas que... enfim... ainda por cima anda com a mania das boinas e dos chapéus, que lhe ficam a matar, e digo isto com toda a ironia possível.



Bom, passando à frente, claro que não tive cara de lhe negar uma saídazinha. Arrastei uma amiga minha (desculpa A.L., eu fazia o mesmo por ti, tu sabes) e lá fomos nós, com ideias de ir à Kapital (brrrr). Esforcei-me para apagar essa noite da minha memória, só sei que passámos por vários sítios, mas como era véspera dos santos populares estava tudo às moscas. Lá acabámos na Kapital, pouca gente, pouca vontade de dançar (ele não, ainda queria ir dar um show de dança lá no meio - medo). Antes de ir para casa ainda fomos comer qualquer coisa, e cheguei à cama com a sensação de ter perdido umas valentes horas de sono praticamente em vão. Ao menos que estivesse cheio de gente, que ele se perdesse lá pelo meio, que se tivesse divertido imenso, mas coitado também foi embora com a sensação de ter sido um flop. Como eu estava em estágio, não ia ter mais oportunidades de sair com ele (ufa), mas disse-lhe logo para desafiar os primos e primas que ele tem cá do lado do pai e acho que se safou.

Pelo menos da última vez que cá esteve não me aleijou, estou para ver o que me calha na próxima visita.

Orgasmo, Orgia, é tudo AGRONOMIA

Depois de um dia cansativo, nada melhor que acabá-lo na II Serenata Agronómica.

Porque o ISA será sempre o meu grande Amor.



 

 



ps - a idade pesa, já não posso beber 4 imperiais e brindar com um Porto que chego a casa com uma enxaqueca

quinta-feira, 17 de maio de 2012

-.-

O meu quarto é antigo, revestido a cortiça.

Está calor.

Ainda tinha roupa de cama de flanela.

Durante a noite tenho uma cria de galinha numa caixa ao lado da cama.

Tenho uma entrevista hoje.




Claro está que a junção de todos os factores acima referidos fez com que dormisse, ao todo, cerca de 3 horas...

quarta-feira, 16 de maio de 2012



Decorrerá no dia 26 de Maio (sábado), das 14 às 20h, nos jardins em frente ao Museu da Electricidade, em Lisboa.

É organizado pelo Verde Movimento (link), de modo a sensibilizar as pessoas para a necessidade de tornar o seu dia-a-dia mais ecológico ao promover a sustentabilidade. O local onde irá decorrer o Dia Verde vai estar dividido em 12 zonas, onde haverá animação, música, mercado de produtos biológicos, workshops, entre outros.

A entrada é livre e os workshops gratuitos (inscrição por e-mail, ainda não divulgado), o que provavelmente me fará ir dar um passeio por lá, quanto mais não seja para ver.

Uma das zonas vai estar entregue ao movimento Troca-te (link) que como o nome indica, promove a troca de bens. Noutra vai estar presente o Lx Market (link), com produtos em 2ª mão, artigos de decoração, mobilário, artigos de desporto ou lazer; artesanato, promoções e oportunidades; vinhos, sabores, petiscos e outras iguarias. Podem ver o mapa aqui.

Ainda o que me desperta mais a curiosidade são alguns dos workshops: sobre plantas medicinais, sobre comida, sobre recuperação/transformação de roupa, sobre exercícios de respiração, relaxamento, bom, veremos. Não me custa nada, é um espaço aberto e numa zona bastante agradável, se não apreciar vou passear nas redondezas.

Que acham?


Edit - já por várias vezes na minha vida pensei que mais valia ter-me dedicado à pesca. Pois que vi agora que vai haver um workshop de pesca à cana, será um sinal? :) 

Edit2 - Para se inscreverem enviem email para diaverde2012@gmail.com. Indiquem no “assunto” o nome do workshop pretendido. A mensagem deve incluir nome completo e contacto telefónico. Para os workshops da zona Pais e Filhos também é necessário indicar a idade das crianças. Atenção que o número de vagas para certos workshops é reduzido.

Downhill

Ia eu começar a queixar-me do excesso de calor, quando vejo isto:


Como é que, depois de nos abrir o apetite desta maneira, o Tempo nos pode fazer uma destas?

Está bem que sofro um bocado com o calor, sobretudo nas mãos e pés, mas... frio outra vez?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Snow Globe

Não que seja muito o meu estilo, mas acho o conceito bastante interessante.



O Snow Globe vai para a sua 16ª edição, já no próximo dia 18 de Maio, 6ª feira. Criado pelo DJ Voodoo (link), é uma boa forma de nos trazer novos sons com uma boa dose artística. Foi por aqui que conheci o trabalho do ilustrador Mário Belém, que adorei.
Mas há mais convidados, desde pintores a cabeleireiros, é giro, se tiverem curiosidade pela ideia podem ver as edições anteriores do Snow Globe no vimeo do DJ Voodoo (link), e acompanhar as emissões em directo do programa no site http://www.grooveline.org/.






Quanto ao trabalho do ilustrador Mário Belém, podem vê-lo aqui:

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tenho tantas saudades de...

... trabalhar numa vacaria.



















Um dia conto algumas das peripécias.

Domingo, um pouco de sol depois do almoço...

... toda uma nova perspectiva acerca do conceito "mãe-galinha".




Cresce depressa para poderes ir para ao pé das tuas irmãs, sim? Acredita, o convívio com humanos não te vai fazer muito bem a longo prazo. Por experiência própria.

domingo, 13 de maio de 2012

Sunday Moods #9



Let's have a toast for the douchebags
Let's have a toast for the assholes
Let's have a toast for the scumbags
Every one of them I know
Let's have a toast for the jerk-offs
That'll never take work off
Baby, I got a plan
Run away as fast as you can...

Numas noites mais que noutras...

... apetece-me.


Tudo.


Sweet dreams
(ao menos esses que não me faltem)

sábado, 12 de maio de 2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

See-through

É oficial, tenho de pôr mais pele à mostra enquanto está sol e calor, que este ar pálido de quem não vai à praia há mais de dois anos tem de desaparecer. Branca está bem, é de origem, mas isto já tende para o transparente.

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Apresento-vos a minha nova dor de cabeça:


Nasceu há coisa de uma semana, com uma deficiência numa pata. Ainda pensei seriamente em eutanásia, mas como não me pareceu estar em sofrimento não fui capaz. Ao contrário do que esperava, até agora sobreviveu, e em boa saúde (tirando a pata torta).

Depois pus-me a pensar como raio havia de lhe endireitar a pata. Sendo ela muito pequena (ainda por cima é mesmo de raça pequena) e frágil, desisti por enquanto, porque ia dar asneira. Quando crescer mais um pouco pode ser que consiga.

Ainda perdi umas horas de sono à conta dela, porque não comia sozinha e tinha de fazer uma papa com a ração e dar-lhe com uma seringa pela boca abaixo. Durante a noite, a luz não lhe chegava. Acostumou-se ao calor da minha mão. Resultado: a partir das 5 da manhã, dormia toda torta para poder enfiar a mão na caixa. Chegou a dormir uma hora dentro da camisola, no quentinho, até que acordei sobressaltada com medo de a ter esmagado (já não seria a primeira vez, aconteceu quando era criança com dois pintos rejeitados pela mãe, e eu achei boa ideia dormirem comigo porque era mais quente). Durante o dia fica numa caixa, devidamente alimentada e acondicionada.

Hoje posso afirmar, orgulhosamente, que encheu o papo sozinha. Só falta conseguir manter-se de pé sem apoio.

O sono cá continua, mas parece que o vou poder compensar brevemente :)








(e sim, confirma-se a minha insanidade)


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trigger

Estava eu nesse enorme ponto de encontro automóvel a que se chama "bombas do Jumbo", à torreira do sol, quando resolvo descalçar-me para poder pôr as patinhas para cima. Eu sofro muito de calor nas patinhas, e já que tinha de estar à espera, ao menos que estivesse confortável.

A espera estava a prolongar-se mais do que seria de esperar: houve um problema numa das caixas de pagamento. Boa, mais tempo ao sol a torrar. Mas eu sou paciente, já pus os pés ao fresco, agora distraio-me a ouvir música. Mais umas macacadas para arranjar uma posição confortável, até que resolvi recostar-me e usar o volante:

Juro que não cheiro mal dos pés!

É óbvio que, sem querer, apitei. Foi o Texas. Assim é que se vê como aquelas pessoas estavam impacientes, mortinhas por extravazar o sentimento. Desatou tudo a apitar, por causa da demora. Eu enterrei-me no assento, envergonhadíssima, afinal fui eu que comecei aquilo tudo...

Pergunto-me: o problema resolvia-se mais depressa por estar toda a gente a apitar?
Estou em crer que não, mas felizmente não demorou muito a resolver-se e todos pudemos pôr combustível nas viaturas e seguir cada um o seu caminho.

Acho que consegui apanhar um mini-escaldão na cara...

"No Reservations" em Lisboa

Ainda não tive tempo de ver o programa todo, além de que me dá uma fome imensa. Como hoje também não estou inspirada, deixo-vos aqui esta coisinha boa, para quem gostar e ainda não tiver visto. A hora de almoço já passou, não deve haver perigo.


terça-feira, 8 de maio de 2012


Não sou de/do Espinho, mas este texto do Miguel Maia é inspirador, independentemente do clube pelo qual se torça:


“Escrevo estas palavras 48 horas depois da brilhante conquista! Não poderia de deixar de agradecer o apoio que eu e toda a equipa tivemos da parte de milhares de adeptos espinhenses nestes 3 jogos da final.

Todos sabíamos o quanto seria difícil ganhar e ser mais uma vez Campeão Nacional. Confesso que nem nos meus melhores sonhos eu via isto acontecer. Tenho acordado estes dois dias a pensar para comigo mesmo se é realmente verdade que somos os actuais Campeões Nacionais.

Jogar uma final com esta nossa humilde equipa seria no mínimo incrível. Ganhá-la assim, numa reviravolta digna de uma grande proeza, mais significado tem. Jogamos contra uma grande equipa, com uma estrutura incrível de apoio a todos os níveis. Penso que ninguém em Portugal perdeu tempo a fazer a comparação entre os atletas de uma e outra equipa, mas aí é que está o perfume do desporto, a imprevisibilidade e incerteza no resultado e decisões finais. Posso-vos confidenciar que a partir deste sábado não tenho coragem de dizer que será impossível ganhar a A ou a B. O que este ESPINHO fez é de louvar por muitos e muitos anos.

Lembro que fechei a conferência de imprensa no final do jogo de sábado dizendo aos jornalistas presentes o seguinte: “Hoje joguei ao lado de um jovem (Nuno Silva) de 18 anos que eu nunca tinha visto jogar na minha vida”! Eles nem queriam acreditar, mas é a pura das verdades.

O Voleibol do SC Espinho demonstrou, mais uma vez, o quanto é diferente, e único, como equipa/grupo. Uma equipa composta por jovens, maioritariamente atletas que nunca jogaram na 1.ª divisão e que nunca tinham jogado uma final. Estão, por isso, de parabéns os jovens deste plantel de quem espero um futuro brilhante.

Para este sucesso que agora comemoramos contribuíram todos os membros do departamento de voleibol. No entanto, gostava de realçar o trabalho, competência e dedicação de um senhor que vai dar muito que falar nos próximos tempos no Voleibol Português. Trata-se do nosso treinador, Hugo Silva!

A festa foi linda desde o último ponto lá no Pavilhão da Luz, passando pelo Restaurante na paragem da viagem para Espinho, até à chegada à nossa bonita cidade.

O Voleibol é, em Espinho, o expoente máximo e os nossos adeptos quiseram mostrar que estavam presentes, com uma excelente recepção de que nunca me esquecerei!

Não posso deixar de enviar um abraço e dar força aos derrotados, porque foram uns dignos vencidos e valorizaram, inquestionavelmente, a nossa grande vitória. É fácil e maravilhoso ganhar, mas muito difícil e doloroso perder. Também já perdi, e não posso esquecer de quem valorosamente dignificou a nossa vitória e que agora se encontra entristecido nesta hora.

Em vários momentos pensei em que lugar posicionaria esta conquista. Certamente entre as 3 melhores de todas as que obtive. Mas, depois da Taça de Campeão na mão eu não tenho dúvidas em qualifica-la como a que mais significou para mim entre todas as que compões o meu Palmarés.

Tenho a felicidade de ter um longo e trabalhoso percurso, com vários títulos conquistados. Não posso também, nesta hora, esquecer pessoas que ao meu lado contribuíram para que o NOSSO clube fosse o mais respeitado e valioso nesta modalidade que amo. Entre eles os nomes de João Brenha, Paulo Brenha, Sandro Correia, Wagner Silva, Miguel Soares, Maurício Cavalcanti, Paulo Fonseca, Gilberto Silva, Gilvan Silva, Miguel Costa, José Pedrosa, Filipe Vitó e o grande e saudoso Ilídio Ramos. A eles dedico este título, também. Com eles gostaria de também o ter festejado.

Obviamente que agradeço o inigualável e fundamental apoio de toda a minha família e amigos, do meu grande amigo HUGO RIBEIRO e sua família, e de um amigo que trago no coração e que sei que sofreu muito, bem longe de nós. Refiro-me ao Sérgio Rocha.

Depois do árduo trabalho que terminou na vitória do Campeonato e de todos os festejos, saboreando o prazer de ganhar e de festejar, chegou a hora de descansar todo o esforço dispendido numa época dura e desgastante que terminou num final FELIZ e que nos fez a todos MUITO FELIZES!

Miguel Maia”


Edit: Aqui fica a mensagem do Hugo Ribeiro, libero do SC Espinho (link)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

The smile treatment

E não é no bom sentido, apesar de gostar que fosse.

É uma espécie de 'silent treatment', mas em versão "sou-simpátic@-mas-não-me-chateies".


É mau no sentido em que num momento está tudo bem, duas pessoas correspondem-se todos os dias, cria-se ali alguma confiança, e de repente *PUF* parece que nada se passou.
Acontece, uma pessoa chega mais longe do que pretendia e depois arrepende-se. Para expressar essa situação normalmente usam-se palavras, mas para algumas pessoas é complicado. Para algumas a solução é o tratamento do silêncio, que por vezes, se não valer a pena a chatice, é a melhor solução. Passa-se uma borracha sobre o assunto e segue-se em frente. Depois há aquelas pessoas que não querem resolver o que está para trás, mas querem dar o toque de simpatia.

A meu ver é pior, mas é só a minha opinião. Se é para nem poder manter uma conversa banal, prefiro o silêncio a um smile vazio. Já tentei com palavras, não vai lá. Sem ressentimentos, mas respostas cujo conteúdo é apenas um ":)"... conseguem deixar-me mais frustrada que o silêncio.

Pelo menos já não sou a única a receber o mesmo tratamento, é giro.

Prioridade ao smile treatment, mas em bom ;)

domingo, 6 de maio de 2012

7 Maravilhas - Praias de Portugal - Fase final

A propósito do post sobre a votação para as 7 maravilhas nacionais - versão praias (já cansa, é a 5ª versão, se não me engano, é um bocado fantochada...), deixo aqui o link para a notícia sobre a fase final da votação.


Até 7 de Setembro cabe ao público votar, quer através de SMS, de chamada telefónica, de votação no site ou pelo facebook, em cada uma das 7 categorias a concurso (21 praias finalistas). Só 4 das que eu tinha 'escolhido' é que passaram, já não é mau.



Sunday Moods #8





Tanta 'coisa' com que me podia identificar neste videoclip.... e identifico-me com o Busta Rhymes. Parvoíce também é saudável, tenho cá muita :)

SL Benfica x SC Espinho

Hoje foi o dia. A final. Hoje decidiu-se quem é o Campeão. É o SC Espinho.

Comecei pelo fim, que, postas as coisas, é a parte mais objectiva e fácil de contar no meio de tudo o que se passou hoje.

Andávamos a planear ir ver a final já há algum tempo. Primeiro falou-se nisso, achou-se boa ideia, combinou-se. Faltava só comprar os bilhetes. No dia anterior, o irmão da A.L., sócio do SL Benfica, foi comprar o seu bilhete para a final de voleibol. Informaram-no que a venda de bilhetes ia ser exclusiva para sócios. Fomos ver ao site. Junto da tabela geral, onde figurava o preço para o público em geral, havia uma nota: "Venda exclusiva para sócios". Perguntei-me para que põem os preços para não-sócios então... Não (con)vencidas, hoje (sábado) de manhã ligou-se para a Luz. "Há bilhetes mas a venda é exclusiva para sócios". Perguntei se haveria hipótese de até à hora do jogo abrirem a venda para o público em geral. "Não sei, minha senhora, é a indicação que tenho, até ordens em contrário, a venda de bilhetes está limitada a sócios". Não contentes com isto, uma de nós, que mora lá perto, foi à bilheteira. A conversa foi a mesma, ninguém sabia se/quando iria abrir para não-sócios.

Entretanto andei a investigar e soube que vinham pelo menos dois autocarros do Espinho a vir de propósito ver o jogo à Luz. Medo. "Queres ver que chegam cá e não têm bilhetes? Aquilo vai arder!" Estúpida, podia-me ter lembrado que, pelo menos para o Espinho, o Benfica tinha de ter mandado alguns bilhetes,

Fomos à mesma até ao estádio. Os bilhetes já tinham esgotado e não tinham vendido a não-sócios. Achava incrível não abrirem a venda ao público em geral, por poucos bilhetes que fossem. No resto do ano andou aquilo quase às moscas, hoje lembram-se que querem encher o pavilhão só com sócios e com um cantinho reservado ao Espinho. Surreal. Mas verdade. Ainda muita gente a querer bilhetes, sócios e não-sócios.

Fizemos uma reclamação por escrito, que não vai dar em nada porque não foram contra nenhuma regra. Para mim nem é essa a questão, acho pouco ético e anti-desportivo.
Quanto ao funcionário que nos atendeu, nem sei o que dizer. Um clube como o SLB (ou qualquer outro clube, ou qualquer outra empresa) devia ter mais cuidado com quem contrata, ou pelo menos na formação que lhes dá. Não foi escandalosamente incorrecto, mas soltou ali duas ou três barbaridades que me fizeram levantar um pouco mais a voz (e quem me conhece sabe quão raro isso é) e me provocaram uma leve dor de cabeça que ainda não me largou. Não foi por ser benfiquista, padecia era de uma estupidez e falta de racionalidade que me tiram do sério.
O discurso foi completamente "a prioridade é dada aos sócios". Nada contra, é o habitual, o que não é habitual é nem sequer abrirem a venda para os não-sócios, muitos deles adeptos do Benfica (que, segundo ele, não são benfiquistas a sério - ignóbil criatura dos pântanos). A única coisa que eu pedia era que, como no restante campeonato, me dessem uma oportunidade de comprar um bilhete. Mesmo que não houvesse muitos. Uma coisa é haver poucos bilhetes, uma pessoa estar na fila e os bilhetes esgotarem. Isso para mim é o normal. Se não conseguisse por isso, ficava triste à mesma, mas compreendia. Que me tivesse levantado mais cedo. Mas não foi de todo o caso.
Enquanto metia conversa connosco ficou a saber que jogamos voleibol. "Ah, então está tudo explicado, por isso é que sentem isto tão profundamente". Meio na 'brincadeira' ainda se vira para mim e diz "Mas não é demasiado baixinha para jogar voleibol?"... Senhor, eu estou aqui a fazer uma reclamação, portanto é capaz de ser sinal que não estou muito contente. Acha mesmo que é local e hora para esse tipo de provocação brincadeira? Consegui não ser mal educada, gosto pouco de perder a razão. Não vale a pena. Pedi o contacto de algum órgão no clube a quem pudesse endereçar uma carta para falar sobre o assunto. Vai servir de alguma coisa? Se não fizer nada é que não serve de certeza.

Entretanto andávamos ali à volta a ver se não havia ninguém conhecido que conseguisse arranjar bilhetes. Éramos 5, não era provável. De repente veio um rapaz ter connosco, benfiquista. "Olhem, se quiserem ver se arranjam bilhetes experimentem com aquele senhor gordo lá ao fundo, do Espinho, pode ser que ele ainda tenha, ou então vão ali à varanda onde estão os No Name, pode ser que eles arranjem". Alminha caridosa caída do céu, adoro-te. Reacendeu-se a chama da esperança. Em busca do senhor gordo do Espinho lá ao fundo, lá demos com ele. Os bilhetes que ele tinha eram os que tinham sido reservados para o Espinho, para os que vinham nos autocarros e já tinham pago. Sobravam alguns, ele ia vendendo mesmo ali, com a polícia a fingir que não via. Sobrámos nós, um casal do Espinho e mais 3 pessoas. Ele já não tinha mais, mas ia falar com alguém do Benfica a ver se não podiam arranjar mais uns quantos. Estivemos até à hora do jogo na dúvida, será que o homem arranja os bilhetes? Será que estamos aqui à espera e depois vamos com o rabinho entre as pernas para casa, sem ver o jogo?

O casal de Espinho simpatizou com a nossa situação, mas achou por bem avisar que, se houver bilhetes, é para a claque do Espinho. Não tinha nenhum problema com isso, eu queria era ver a final, e sinceramente, não tendo nada contra a equipa do SLB, mas sim contra a decisão da instituição, já não estava com grande vontade de torcer pelo SLB. Eu sei, sou uma vendida, mas eu queria mesmo era ver o jogo.

Vieram bilhetes para nós!! Então estavam esgotados, não era? Sim senhores, rico exemplo... os vossos sócios que ficaram à porta, alguns dos quais se calhar foram torcer pela equipa no resto do ano (e não só hoje, porque era a final, como a maior parte dos que lá estavam), que fiquem a chuchar no dedo... Ridículo. Pagámos ao Espinho os 6€ por bilhete, correspondente a não-sócio, e lá fomos nós, mesmo a tempo de ver o fim do aquecimento.

Torci pelo Espinho, é verdade. Mas não torci contra o Benfica. Mentira, soltei uns dois ou 3 "TOMAAAA!" quando o Espinho marcou ponto, o Roberto Reis tem o dom de me irritar às vezes. Tem garra, joga bem, mas aquele feitiozinho... Bom, mas no geral soube apreciar bastante as jogadas de cada equipa. Foi um jogo renhido, o Espinho ganhou os dois primeiros sets, depois o Benfica empatou, tiveram de ir à negra. Foi uma luta até ao fim.

Como suspeitava, muito do público estava ali porque é giro ir apoiar uma equipa do seu clube numa final. Puxar por ela, muitas vezes, foi a ferros. Os cânticos sabiam-nos todos do futebol, vá lá. E quando era para insultar e vaiar os jogadores do Espinho, ui, que bem que se ouviam. Ridículo. Ninguém lhes ensinou que o desporto não é isto. É puxar pela equipa sem ser preciso o Roberto Reis puxar por eles, é tentarem ultrapassar a cegueira e não ofenderem os outros. Também ouvi uns "filho da puta" do lado do Espinho, acontece em todo o lado, mas havia ali uns quantos trajados de vermelho que estavam a abusar. Disseram-me posteriormente que o jogo lá em Espinho tinha sido pautado pela insegurança e violência por parte dos adeptos do Espinho contra os adeptos do SLB. E então? Vão seguir os maus exemplos e ser iguais? Não me parece boa política. Mas não me surpreende, muita gente pensa assim, qualquer que seja o clube. Discordo, já disse aqui antes que gosto pouco de violência e anti-desportivismo, mas não me surpreende.

Assim que acabou o jogo, 2 terços do pavilhão esfumaram-se. Bom, tinham perdido, havia um jogo no relvado que seria porventura mais importante, tinham fome, não sei, só sei que o Espinho estava a fazer a festa, os atletas do Benfica, compreensivelmente, estavam de rastos, mas ainda houve quem ficasse para trás para os apoiar. Em número, diria que são "os do costume", os que vão, durante o resto do campeonato, apoiar a sua equipa. Isso é de valor. Podia estar a decorrer um SLB x Leiria, não faz mal, os nossos meninos perderam e temos de os apoiar. Bonito. Por eles, adeptos e equipa, tenho pena que o Benfica tenha perdido. Vi miúdos a chorar porque a equipa perdeu, vi alguns jogadores subirem às bancadas para cumprimentarem os adeptos, vi um benfiquista que acompanha sempre os jogos chamar o Hugo Ribeiro (o líbero do Espinho), para lhe dar um abraço. Vi a equipa do Espinho feliz pela vitória, sem provocações. Estavam a festejar a sua vitória, não a derrota dos outros. Vi o Gaspar lá fora, ia para casa, com um ar triste mas triste. Para haver um vencedor tem de haver um vencido, é mesmo assim, mas... Não reparei no Roberto Reis, se calhar devia ter reparado para poder tirar esta embirrância que tenho por vezes. Andava a reparar alternadamente na tristeza de uns e na semi-nudez felicidade de outros. Sou um coração mole, eu só quero ver todos felizes, ainda por cima nenhuma das duas é, a bem dizer, a minha equipa do coração. No voleibol ainda não tenho verdadeiramente uma equipa do coração, por enquanto. Ainda não consegui definir bem essa parte. Give it time.

Ao SC Espinho, obrigada e parabéns. E parabéns também à equipa de voleibol do SL Benfica, que lutou pela vitória nesta final e que lutou para lá chegar. Deram-nos um bom espectáculo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vou torcer pelo SLB... ou ia?

Calma, calma, não virei a casaca :)   SCP sempre

Mas amanhã é o último jogo do playoff final do Campeonato Nacional de Voleibol (A1), onde se defrontam o Benfica e o Sp. Espinho, e vou mesmo torcer pelo Benfica.

Quero ver o Benfica CAMPEÃO... no voleibol :)

Diz o treinador, José Jardim: "Sinto os jogadores concentrados, cientes das suas responsabilidades mas também bastante agressivos no que diz respeito a querer conquistar este título". "Esperamos ter aqui um pavilhão lotado. Acredito que ainda vamos dobrar ou triplicar o apoio, conseguindo ter aqui um pavilhão pintado de vermelho no apoio aos nossos jogadores, que tudo farão para nos oferecer a vitória".

Caro José Jardim, a mim não me vai ver de vermelho de certeza, mas vou lá dar o meu apoio, gosto de os ver jogar e mostram uma garra que muitas vezes não se vê em desportos mais "falados". O Sp. Espinho decerto também merecerá, mas... gostos não se discutem :)
Tenho vindo a descobrir o mundo além do futebol de 11. Nos dias que correm, com o circo de interesses que se instalou no mundo futebolístico, é refrescante ir assistindo a jogos onde o Desporto vem primeiro. 

Às vezes nem em equipas pequeninas, a nível universitário, se consegue que isto aconteça. A Humanidade é cheia de exemplos destes, infelizmente, mas por outro lado quando conseguimos ver algo de valor, bonito de se ver, faz-nos esquecer por um pouco os males que nos rodeiam e os que vivem dentro de nós.
 :
Para quem quiser ir, o jogo terá lugar às 18h, no pavilhão 2 da Luz.

Já que ando a poupar em tudo e mais alguma coisa, um dia não são dias, é melhor que ir ao cinema.

Tabela de preços para o Voleibol:
Sócio de Quota Modalidades: 1,5€
Sócio: 3 €
Sócio Criança: Grátis
Sócio Menor: 2 €
Público: 6 €
Público Criança: 3.5 €


EDIT:  Bom, se calhar mais valia estar calada, acabaram de me dizer que provavelmente só vão ser vendidos bilhetes a sócios... WTF???

http://aovivo.slbenfica.pt/Noticias/DetalhedeNoticia/tabid/790/ArticleId/22566/language/pt-PT/Benfica-Sp-Espinho-Venha-apoiar-o-Glorioso-no-jogo-do-titulo.aspx

* Eram 10 e pouco da manhã (sábado), uma amiga deslocou-se pessoalmente ao estádio e confirma-se a venda exclusiva a sócios até ordens em contrário, apesar de terem posto uma folha com o preçário geral.
Fui investigar, há pelo menos dois autocarros do Espinho para virem a Lisboa, será que já sabem disto?
Vou lá na mesma, Quero ver onde isto chega. Que falta de ética...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

2ª Festa da Flor de Lisboa



"Um pouco por todo o lado vai ser possível ver e cheirar flores. Numa iniciativa do Instituto Superior de Agronomia, retoma-se a tradição das grandes exposições de flores e jardins que já se realizaram no Pavilhão de Exposições da Tapada na primeira metade do século passado. A beleza e a diversidade das flores em exposição constituirão um pólo de interesse para o público de todas as idades: bromélias, coroas -imperiais, gerberas e outras flores serão expostas de forma criativa, dando ênfase ao efeito visual. Palestras e pequenos cursos terão lugar a toda a hora. Estar em contacto com a natureza através de um passeio que conduz o visitante através da Tapada e de jardins projectados  desde Caldeira Cabral, nos anos 40, é também um bom motivo para vir à Festa da Flor".





Mapa da Tapada. A entrada é a do Portão da Jau (A), o Pavilhão de Exposições é o número 39. Ver mapa integral aqui